Técnicas de Criatividade – por Rui Santo

Criamos algumas técnicas e vamos oferecê-las aqui, de modo sucinto, para informação e suas considerações. Posteriormente elas serão apresentadas em livro especifico com riqueza de detalhes e variedade de exemplos, as quais já são ensinadas há anos nos diversos cursos que temos oportunidade de ministrar.

Elas foram criadas em momentos diferentes, organizadas e sistematizadas para que os profissionais pudessem sair do “cercadinho mental” que instalaram em si mesmo para seu maior conforto, comodidade cognitiva, estagnação e piora pessoal.

  1. Brainstorming Oposto©®.
  2. Técnica dos Cinco (+2) Sentidos©®.
  3. Técnica de Perguntas©®
  4. Verbalizar / Adjetivar©®.
  5. Valores Humanos©®.
  6. Técnica de Recordação©® – Marcas.
  7. Técnica de Tabu©®
  8. Expressões Espontâneas©®
  9. Técnicas Lúdicas de Percepção©®.
  10. Técnica de Desbloqueio Emocional©®. 

1. BRAINSTORMING OPOSTO©®.

[1] Cria do a partir da percepção que a capacidade critica dos participantes podia estar maior que a capacidade criativa. Tal percepção nos levou a fazer alguns testes com resultados surpreendentes e incentivadores.  Especialmente os mais críticos ganharam repentinamente uma grande motivação para expor seus pontos de vista, negativos, sem precisar justificar com soluções criativas.

O processo é igual a qualquer aplicação de tempestade de ideias, porém só valem criticas ao tema central (produto, serviço, processo,…). O título do brainstorming já deve incentivar a critica. Exemplo: “como piorar o meio ambiente”?

O principio é evidente: fazer críticas é incomparavelmente mais fácil, mais abundante, mais comum, mais prazeroso (!) (para alguns chega a ser um orgasmo) e exige muito menos esforços cognitivos do que procurar respostas criativas. Por outro lado, a técnica mostrou-se rica em extração de ideias para solucionar as críticas, uma vez que identifica problemas invisíveis. É válido! Experimente!

2. TECNICA DOS CINCO (+2) SENTIDOS©®.

 [2]  Técnica muito simples tanto quanto útil. Funciona como uma bússola para a produção de ideias, informando quais sentidos já estão aplicados no elemento e quais podem ser inseridos, quando a criatividade permitir.

Os cinco sentidos são acrescidos de mais dois – movimento e emoção – em acordo com as pesquisas neurológicas atuais. A emoção direciona a atenção e gera movimentos que a satisfaça através dos sentidos, como por exemplo, vontade de comer doce (paladar), de assistir um filme (visual), etc. Embora não haja consenso sobre o acréscimo desses dois sentidos, o importante é o preenchimento de todos eles, sejam quais forem.

O cinema é um bom exemplo de progresso de ocupação dos sentidos. Inicialmente havia somente o visual. Depois apagaram as luzes e surgiu a prática do namoro no cinema / tato. Então veio o piano e depois o som da fala dos artistas. Somente recentemente foi adicionado olfato e paladar com o incentivo a entrar na sala de projeção, comendo e bebendo.

Há ainda cinemas que perfumam o ambiente com cheiros apropriados ao filme em processo. E há aqueles cujas cadeiras geram movimentos em acordo com o momento do filme, de modo a produzir emoções completas e preenchimento de todos os sentidos. A emoção fica condicionada ao filme através do título, comentários, indicações, etc. que nos atrai e move para o cinema.

Não encontramos um setor que não possamos inserir mais sentidos, além dos sentidos que já são praticados. Exemplos: propaganda, marcas, produtos, serviços, governos, peças de teatro, supermercados, lojas, restaurantes, igrejas e serviços religiosos, festas, rituais, celebrações, processos, etc., etc., etc. Sempre se pode trabalhar criativamente com esta técnica.

Responda rapidamente: em quais profissões todos os sentidos são requeridos? Como um curso qualquer poderia inserir sentidos para melhorar absorção do aprendizado? Como poderia ser aplicada na educação de matemática, física, biologia, português,…? E na graduação de direito, fonoaudiologia, estatística, astronomia,…?

Quando brindamos precisamos tocar as taças de vidro umas contra as outras, cujo ruído (Tim – Tim) complementa e preenche todos os sentidos. A técnica é importante, uma vez que estimula a inserção de todos os sentidos nas ideias capturando a atenção dos auditivos, sinestésicos e visuais. E, certamente, contribui com a saúde mental.

Lembremos que as ideias, para entrar ou sair da mente, tem que passar pelos sentidos.

 3. TECNICA DE PERGUNTAS©®

 [3]  Tradicionalmente se aprende apenas alguns tipos de perguntas, imaginando que elas satisfazem todas as situações. No item anterior, técnicas de criatividade de diversos autores, abordamos as duas mais conhecidas (5W + 1H e 5 x Por que).

No entanto essas duas técnicas estão muito longe de satisfazer a criatividade.

Assim criamos as seguintes técnicas:

3.1 Perguntas combinadas©®.

 

Copyright Rui Santo

1- Em…, De…, Para…, Por…, Desde…, Com…

2- …quem? …quando? …onde? …qual? …quanto? …quê? Como?

O método consiste em combinar o item 1 com o item 2, onde for aplicável, de modo a ampliar a construção do cenário evitando surpresas. Por exemplo, na programação de um evento, na logística de transportes, em novos projetos, pesquisas e desenvolvimentos, modelos de negócios de empreendedores, inteligência corporativa, em entrevista de emprego, etc., varra as perguntas para saber se têm todas as informações que precisa.

Combinações:

Quem: – Em quem…? De quem…? Para quem…? Por quem…? Com quem…?

Quando: – De quando em quando? Para quando…? Desde quando…?

Onde: – De onde…? Para onde…? Por onde…? Desde onde…?

Qual: – Em qual…? De qual…? Para qual…? Por qual…? Com qual…?

Quanto: – Em quanto…? De quanto…? Para quanto…? Por quanto…? Com quanto…?

Quê: – Em quê…? De quê…? Para quê…? Por quê…? Desde quê…? Com quê…?

Como?

A percepção fica ampliada, uma vez que, naturalmente surgem os detalhes e dúvidas que podiam estar encobertos dentro de perguntas esquecidas.

Sugestão: recorte o retângulo azul e cole na tela de seu computador. Aproveite para treinar quando estiver conversando com outro profissional.

3.2 Perguntas Profissionais©®.

Essa técnica responde as perguntas típicas que alguns profissionais sempre fazem. Por exemplo, enfermeiras querem saber se é esterilizável, engenheiros e técnicos “como se faz”, investidores querem saber se “é rentável”, bombeiros precisam saber se é inflamável, seguradoras investigam o nível de interesse de ladrões para calcular os riscos, e assim por diante.

3.3 Perguntas Animais©®.

São perguntas que os animais, se pudessem pensar, fariam de seu ponto de vista, frente a um objeto. Por exemplo, que perguntas fariam uma coruja e um morcego que só voam a noite, e um pássaro que voa de dia? Que pergunta faria um peixe que fica em baixo d’água e um pássaro voando nas nuvens?

3.4 Perguntas Desafiadoras©®.

São perguntas inventadas em cima de um produto / serviço para identificar novas possibilidades.

Exemplos: E se isso não fosse mais fabricado? E se quebrar/queimar na hora “H”?  E se for mais leve?

4. VERBALIZAR / ADJETIVAR©®.

[4] Todas as ideias podem ser consideradas como variáveis da aplicação de verbos / adjetivos. Ao adicioná-los podemos inspirar ideias e aplicações. Imagine uma bicicleta e considere as inspirações que lhe trazem os seguintes adjetivos:

            – Tornar portátil, dobrável, destacável, inflável, modulável, lavável, imóvel, etc.

A lista é grande. Há alguns que são mais usados que outros. Há os que operam como moda. E há aqueles que são eternos. É um modo de gerar inspiração em momentos que a cognição criativa travou. Essa técnica funciona como chave de ignição para fazer o pensamento reiniciar e mover-se até encontrar outras sinapses.

5. VALORES HUMANOS©®.

“Seres humanos não compram produtos nem serviços… Compram Valores”

[5] O nível mais alto da criatividade ocorre na “invenção” de um valor humano. Os valores humanos são criações, invenções criativas que surgem e crescem exponencialmente em função de momentos que a sociedade sente seu valor. Atualmente está em fase de “invenção” a inovação, conteúdos especialmente devido aos blogs, disseminação da informação e especialmente um filtro que nos entregue somente as informações que queremos, entre outros.

A estratégia consiste em olhar os itens que estamos desenvolvendo pelo aspecto do valor humano requerido da sociedade ou do nicho para o qual a ideia está sendo desenvolvida e o quanto esta ideia satisfaz tal valor. Exemplo: a criação de sistema de supervisão de segurança eletrônica a distancia de casas, lojas, fábricas, coincide com a busca de maior segurança patrimonial. Em termos de criatividade é facilitador ter ideias que atendam os valores humanos requeridos pela sociedade.

A técnica tem que ser levada em consideração pelos criativos associando produtos e serviços a valores humanos desejados, sempre!

6. Técnica de Recordação©® – Marcas.

Se o fornecedor não deixar pegadas, o cliente pode não saber voltar.

[6]  A Técnica de Recordação tem por objetivo levar o consumidor a lembrar do fornecedor, na hora e no local que o cliente sente a necessidade do produto / serviço. Normalmente isso é feito pelas grandes empresas através de muita propaganda. Porém, há meios criativos que podem ser utilizados por empresas de qualquer tamanho e especialmente, profissionais liberais, para recordar o cliente. Basicamente trata-se de levar o consumidor a “encontrar” o fornecedor na hora e no local que ele sente que precisa do item.

Estar visível na hora e no local que o cliente sente a falta / precisa repor certo item, leva- o a fidelidade ao fornecedor.

Como se o fornecedor estivesse esperando para relembrar o cliente que foi seu fornecedor do item que acaba. Quando o cliente identifica a falta, “é visto e, portanto lembrado pelo fornecedor”! A fidelidade se perpetua. Quantas vezes precisamos de um profissional que atendeu bem no passado e não sabemos como encontra-lo? Ou não temos como indica-lo para alguém? Os contatos perderam-se no mundo de coisas, anotações, agendas, chips, etc., mas isso deve ser impedido, criativamente.

Essa técnica é especialmente útil para profissionais liberais sem ser impeditivo para qualquer fornecedor que precisa ampliar sua atual base de clientes. Assim, a técnica ensina a ser visto na hora e no local que o cliente sente a necessidade do produto / serviço, respondendo às perguntas: como, quando, onde. Grande quantidade de exemplos será apresentada oportunamente para exemplificar a técnica aplicada ao prolongamento das relações comerciais.

7. Técnica de Tabu©®

Identificação de tabus nos conduz a encontrar oportunidades criativas para inovações. E eles existem aos borbotões: presente em dinheiro; roupas de cores escuras no inverno e claras no verão; uso de chinelo em casa e sapato de couro no trabalho; guarda-chuva preto para homem; certas profissões “masculinas x femininas” e vice – versa.

Quando encontramos um tabu, encontramos também uma oportunidade de praticar a criatividade, especialmente válida no campo dos negócios / marketing. Ao “resolvermos” um tabu, satisfazemos consumidores que estavam fora do mercado e normalmente, ninguém sabe explicar por que!

Assim, a identificação de um tabu e sua solução criativa contribui com a inserção de pessoas nas relações humanas.

8. Expressões Espontâneas©®

Essa técnica de produção de ideias para inovação, baseia-se em registrar situações nas quais reagimos emitindo exclamações espontâneas inconscientemente, comentários característicos que evidenciam a existência de contratempos precisando de solução.

São importantes para quem exclama e para quem ouve, uma vez que tais exclamações expõem potenciais problemas, falhas em processo, produtos, serviços os quais necessitam de soluções.

Exemplos de expressões espontâneas:

– Isso acontece todo dia!

– Isso nunca dá certo / Desse jeito sempre dá problema!

– Como eu não vi isso antes?

– Que fila hein!!!

-…

A técnica é especialmente favorável para se mapear onde ideias são necessárias, especialmente quando não se sabe por onde começar.

9. Técnicas Lúdicas de Percepção©®.

[7] [8] As técnicas de percepção lúdicas constituem um conjunto de ferramentas sistematizado para nos tirar do estado de unificação perceptual quando tendemos a perceber os mesmos aspectos o que nos leva a identificar os mesmos problemas e consequentemente, “copiar as mesmas soluções” uns dos outros. Para distinguir a percepção de modo que se enxergue o que ninguém vê, utilizamos um conjunto de ferramentas que denominamos de percepção lúdica uma vez que a aplicação nos conduz a perceber características distintas uns dos outros.

Basicamente, depois de cada um ter percebido o que estiver em sua mente, levamos os participantes a atuar como se fosse outro profissional, depois adicionar um perfil a esses profissionais, e no terceiro nível, usar a percepção animal.  Antes, porém, para aumentar de imediato a capacidade de percepção é importante fazer funcionar “todos os sentidos”, evitando se autolimitar a um ou dois quando podemos aproveitar os cinco (+2) que temos.

10. Técnica de Desbloqueio Emocional©®.

Essa é a técnica mais interessante de todo o grupo aqui apresentado. Inspirada em Hermes Trimegisto, conhecido por seus contemporâneos como “três vezes sábio”, criou as 7 leis do universo ou os 7 princípios da verdade.

De acordo com Hermes Trimegisto, quando se está em uma vibração negativa (-), deve-se caminhar para uma vibração positiva (+).  Para interpretar esse principio utilizamos um pêndulo, cuja característica fundamental é passar pelo ponto neutro (centro) para ir do polo negativo para o positivo. Ir do neutro para o positivo não é difícil, mas do negativo para o neutro precisamos de ajuda. Essa ajuda consiste na ação do líder que tem a responsabilidade de manter o ambiente criativo na vibração entre neutra e positiva. Jamais negativa porque a produtividade de ideias, que já não é tão fácil pelos criativos, pode piorar em ambientes infectados com vibração negativa, emocionalmente.

Hermes Trimegisto, sábio que viveu há 2700 antes de Cristo, diz:

A Mente, assim como os Metais e os Elementos, pode ser transmutada de estado em estado, de grau em grau, de condição em condição, de polo a polo, de vibração em vibração.
A verdadeira Transmutação Hermética é uma Arte Mental.

Para modificar a vossa disposição ou vosso estado mental, mudai vossa vibração !

Para destruir uma desagradável ordem de vibração mental, ponde em movimento o Princípio da Polaridade e concentrai-vos sobre o Polo oposto ao que desejais suprimir.
Destruí o desagradável, mudando sua Polaridade.

Assim, para manter o ambiente emocional na faixa neutra – positiva desenvolvemos metodologias que ajudam a manter o equilíbrio dos membros do grupo. O mesmo método pode ser utilizado em qualquer outra situação – familiar, amigos, negócios (vendas, negociação) ou qualquer outro tipo de conversação onde seja necessário o estado mental neutro – positivo.

Para conseguir a positividade emocional, desenvolvemos três maneiras:

– Palavras / expressões neutralizantes.

– Repetição de afirmações negativas, porém desafiando o significado.

– Frases feitas, porém com influência da entonação da voz pela interrogação ou exclamação.

Muito importante: a questão emocional ainda está muito longe de ser solucionada, nem é intenção desta técnica. A preocupação com a questão emocional vem desde Hermes Trimegisto, que já se preocupava com esse tema. Assim, após 4700 anos de dificuldades, não se pretende soluciona-la aqui.

O objetivo é dar ao gestor / líder ferramentas criativas para que ele possa manter o ambiente emocional “minimamente higienizado contra infecções virais grotescas e negativas” produzida por alguns colaboradores, de modo a leva-los a um estado emocional destrutivos ou pelo menos, antiprodutivo, minando os resultados esperados e possíveis do grupo criativo.

Importante lembrar que em ambientes de produção de ideias, os criativos tendem (Paretto – 20 x 80) a ficar bloqueados com vibrações negativas. Evitar esse tipo de vibração é função do gestor ou do líder criativo.

Endereços Eletrônicos utilizados no texto.

 


[1] http://cadernosterceiro.webnode.com.br/news/caderno-fisica/

[2] http://www2.ibb.unesp.br/Museu_Escola/2_qualidade_vida_humana/Museu2_qualidade_corpo_sensorial_introducao.htm

[3] Livro das Perguntas – Pablo Neruda. (Se acabar o amarelo, com o que vamos fazer o pão?)

[4] Bicicleta e roda dobrável. http://quempedala.blogspot.com.br/2009/11/eco7-bicicleta-dobravel.html

[5] http://www.comunidadeshalom.org/chamados-humanos.html

[6] http://unidoscontralacontaminaciondelagua.blogspot.com.br/2010/06/algo-por-recordar.html

[7] http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/0,,ERT74112-10142,00.html

[8]http://www.google.com.br/search?q=escher&hl=pt-BR&qscrl=1&nord=1&rlz=1T4GGHP_pt-BRBR480BR480&site=webhp&prmd=imvns&source=lnms&tbm=isch&ei=KPzXT7O_MIqq8ASKrKzOAw&sa=X&oi=mode_link&ct=mode&cd=2&ved=0CE8Q_AUoAQ&biw=1067&bih=53