Conceitos – Princípios Estruturais

O site  “Galáxia Criativa© disponível em < www.galaxiacriativa.com.br > está estruturado em alguns conceitos que vão permear o conteúdo. Quando tais conceitos forem contrafeitos, é um ato falho que deve ser corrigido, tão logo quanto possível.

Os conceitos ou princípios estruturais são:

  1. Ideias. Consideramos a existência de três níveis de ideias. As ideias “possíveis”, as ideias “impossíveis” e as ideias do tipo “todas as outras”.
    – As ideias do tipo “todas as outras”, são aquelas que os criativos têm, e são muito difíceis deles extraírem-nas de suas próprias mentes, para serem apresentadas ou expostas. Normalmente se valem de metáforas, similaridades, combinações e coisas assim para explicar qual é a ideia, e, mesmo assim, frequentemente dizem que “ainda não é bem isso!” As ideias deste tipo estão além do imaginado, popularmente são ideias visionárias
    – As ideias “impossíveis” são aquelas que embora fáceis de explicar, “estão”, neste momento, “impossíveis” de serem realizadas. Normalmente, as ideias “impossíveis” frequentam o campo da ficção e algum dia, talvez sejam realizadas.
    – As ideias “possíveis” são as ideias de maior interesse da hélice tripla – empresas / governos / instituições de pesquisa. São aquelas que podem ser transformadas imediatamente em realidade ao serem inseridas nos processos de inovação de produtos, serviços, valores, modelos de negócios, políticas corporativas ou públicas, etc. São as ideias que podem ser medidas matematicamente.  Mas, embora elas sejam as preferidas, não serão as únicas aqui abordadas.
  2. Impossível e Fácil. Para os criativos, não existem os conceitos de “impossível e fácil”. Algo pode ser impossível agora, neste século, mas nada é “impossível” para os criativos. Apenas não chegamos lá, ainda. Assim, a menção ao “impossível” sempre terá essa característica de limitação à época, ao momento, à disponibilidade tecnológica, etc. O conceito de “fácil” também não existe! Nada é fácil no mundo da criatividade e somente quem já tentou, sabe disso. Há uma infinidade de contratempos de toda ordem, mesmo quando há incentivos para continuar com o desenvolvimento da ideia.
  3. Regra de Paretto – 20 x 80. Nenhuma afirmação definitiva é válida neste contexto, nem as afirmações anteriores. Sempre encontraremos uma parte, um caso, um exemplo que não se encaixa na afirmação definitiva, por isso, embora possamos fazer afirmações por facilitação didática ou de linguagem, considere que ela respeita a Regra de Pareto, 20 x 80.   Assim, não se pode dizer que “só” em ambientes próprios a criatividade floresce. Podemos encontrar exceções em Kant (profundamente metódico a ponto de seus vizinhos acertarem o relógio quando ele passava na rua em direção à escola) e em Fernando Pessoa (profissional de contabilidade, uma das profissões que exige menos da capacidade criativa, até porque os clientes não querem criatividade nesse tema) só para citar dois casos entre as centenas existentes. Pense nos ambientes “inóspitos” que vivem alguns cientistas e, não obstante, fazem descobertas maravilhosas. Do mesmo modo, quando falamos que “nada é fácil”, estamos nos referindo a 80% das situações porque podemos encontrar em torno de 20% que foram muito fáceis de serem implementadas e tiveram ótimos resultados.
  4. Procedência das Inovações.  Inovações são derivadas, consequências, resultantes, sequelas (se preferir), decorrências, efeitos oriundos das ideias. Consideramos que até para copiar, a criatividade precisa estar presente para que o copista não copie ideias que não dão certo. Embora você não acredite, existe muita cópia do que deu e continua dando errado, isto é, resultados financeiros negativos! Assim, para gerir a inovação é condicional, antes de qualquer coisa, saber “o quê” você está administrando. Sem esse conhecimento preciso, exato, consistente, é como pensar e se concentrar nos cuidados do telhado da casa sem nenhuma preocupação com a sustentação estrutural, pilares ou parede ou… É como se preocupar com a parte visível sem nenhuma preocupação com a parte invisível ou embutida ou enterrada ou… Em 94% dos casos, a inovação tomba!!! “A frequência dos tombamentos diminuiu porque as tentativas de erguer casas (inovações – parte visível) sem a preocupação com a estrutura (ideias – parte invisível) também diminuíram”.
  5. Campo da Criatividade. Criatividade não tem céu, embora tenha terra. Isto é, os criativos não tem limite. Tem apenas chão, base, inicio por onde as suas primeiras conexões mentais diferentes, produtoras de ideias criativas, começam a se realizar. Independente do nível de criatividade que você estiver quanto mais estiver, mais quer estar (me refiro à maioria das pessoas criativas, Regra de Pareto, 80%). Assim, não há barreiras em nenhuma direção. Nem o céu que está ao redor de toda terra nos permitindo avançar em qualquer direção, nem o infinito que está há uma distancia igual ao dobro da maior distancia identificável, são limites para os criativos. Uma vez que estávamos nas cavernas e só emitíamos grunhidos, tudo o que surgiu depois é campo das ideias e da criatividade, que depois da fase inicial e uma vez sistematizado, toma o seu lugar no seu campo. Ou dito de outra maneira: aquilo que não passou antes de tudo pela cabeça de nenhum criativo, não existe ninguém compra ou vende, ninguém dialoga, ninguém aprende nem ensina. Ninguém nada! Só podemos abordar o que os criativos nos trouxerem!
  6. Característica de estados mentais criativos.  Criatividade é transitivo, é um estado de “estar”, de passagem, em movimento, dinâmico. Há os dias que estamos e os dias que não estamos criativos. Há dias que estamos demais, e há outros, de menos. Criatividade não é um estado de ser (estático, definitivo e para sempre) como em “sou engenheiro / médico / administrador – desde o dia que adquiri o diploma e até morrer”. Em se tratando de criatividade, o máximo que posso afirmar é que “hoje estou” porque não sei se estarei ou não, amanhã e depois. Outra maneira de pensar a criatividade é como um tema que só tem porta de entrada. Não foi encontrada a porta de saída. Uma vez que entramos nesse labirinto, é muito difícil deixar de praticá-lo e voltar à racionalidade pura (se é que isso existe, do tipo Dr. Spoke…).
  7. Criatividade, Inovação e Futuro. A Consultoria que edita este material se especializa nesses três elementos e suas derivadas, os quais são inseparáveis e se complementam um ao outro, em forma de espiral ascendente. Precisamos cada vez mais, de mais criatividade para produzir inovação e construir o futuro, que por sua vez pressiona por mais criatividade que produza mais inovação para que o próprio futuro não fique repetitivo. É um processo iterativo entre os três. Por isso é muito difícil falar de um sem mencionar os demais.
  8. Ideias para Inovação. As ideias para inovação são focadas no usuário final. Ao fim e ao cabo é o usuário que aproveita o objeto da ideia. Sempre, em todas as situações de nossa autoria, vamos atender o cliente / usuário final, aquele que se envolve diretamente, pessoalmente com a inovação. Em última instancia é o corpo humano que se habilita a tirar proveito da inovação. Embora conhecido desde o filósofo Renê Descartes, de onde concluiu que “penso, logo existo” e abordado de muitas maneiras por dezenas de outros criativos, como o sociólogo Max Weber, por algum motivo o uso do corpo humano está esquecido e precisa ser revigorado, em se tratando de inovação.
  9. Produtos e Serviços. Não restringimos ideias á produtos e serviços, embora por facilitação de expressão usaremos a dupla “produtos e serviços”. O nível mais alto da criatividade ocorre na invenção de bons valores humanos[1], uma vez que cada um foi arquitetado ao seu tempo. Por exemplo, o conceito de qualidade nem sempre existiu. Foi inventado, construído e ajustado coletivamente e globalmente no final do século passado. O conceito de progresso foi criado no século XIX. Outras noções também foram inventadas pela criatividade humana tais como estilo de vida, modos de comportamento, de comunicação, de relacionamentos, modelos de negócios, comercio, conceitos religiosos, políticos, culturais, musicais, artísticos e todos os outros.
  10. Ambiguidade. Como você percebe, criatividade exige a convivência com a ambiguidade, tal como “tudo é, mas nem sempre” tanto quanto “nada é, mas sempre foi”. A imprecisão imposta pela criatividade ao pensamento é o que a torna um dos temas mais difíceis que conhecemos na vida.
  11. Último, mas não o fim. Qualquer conceito aqui exposto pode ser alterado sem aviso prévio, desde que e sempre que, encontremos alguma ideia para tal.

Geleia é mais ou menos rígida que a flexibilidade exigida pela criatividade???

 


[1] Oportunamente, vamos abordar esse tema, já dinamizado em cursos e treinamentos. Valores humanos distinguem e inspiram produtos, serviços, negócios, comércios, etc., etc., etc.

 

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em by Rui Santo em Artigos

About Rui Santo

Especialista em criatividade, inovação e visão de futuro. Autor de diversas ferramentas para liberar sua capacidade criativa. Autor da T.I.A. - Teoria das Ideias Autocomparadas. Autor de formulação matemática que permite a medição de ideias. Autor da Balança da Inovação: uma balança com três pratos que compara os três elementos inseparáveis da inovação. Auto do livro: A Balança da Inovação.

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