INOVAÇÃO: Perguntas antigas – Respostas inspiradoras.

O conflito não é entre o bem e o mal, mas entre o conhecimento e a ignorância. Buda.

Resumo:

Neste artigo vamos explorar novas respostas para questões antigas que não
foram eficazmente respondidas, uma vez que a dificuldade de inovar tem estado
rigorosamente mantida, apesar de todos os esforços feitos no sentido de ajudar
os inovadores.

Estas
respostas inspiradoras são baseadas no método logico matemático (A T.I.A.©® – Teoria das Ideias Autocomparadas) que
quantifica ideias desenvolvidas para se tornarem inovação, de tal modo que o
inovador poderá sistematizar /repetir o método com baixíssimo risco para ideias
de continuidade, ruptura, disruptiva, de sustentação, mais do mesmo…

Aqui
tentamos desfazer os mitos e ilusões que seguram os inovadores no
labirinto, dentro da caixa dos métodos
subjetivos
, os quais, ao escaparem dessa gaiola e encontrarem o método
lógico – matemático poderão concluir, por si mesmos, quanto do que fazem leva-os
quase que necessariamente às falhas da inovação.

Com estas respostas o leitor saberá que sistematizar a inovação é bem
mais fácil quando utilizamos os métodos adequados, dispensando tantos arroubos
e elucubrações como aquelas que lemos todos os dias nas variadas mídias onde
são publicados.

Não há como comparar a simplicidade evidente do
método objetivo
com a dificuldade e incerteza insana dos métodos subjetivos.

Outras ciências (medicina, alimentos, linguagem e textos escritos, física,
química, garantia da qualidade, …) já passaram por essa fase e, felizmente,
conseguiram sair do estado de incerteza e alto risco ao inserir no próprio
coração os números que lhes dão sustentação matemática para prosseguir
repetindo o método, indefinidamente.

Então chegou a vez das ideias para inovação sistematizarem seus processos
inserindo números no cerne do método para que possam ser repetidos,
simplificadamente, ad infinitum…

Vamos às perguntas e respostas:

1- Você acha mesmo que inovação pode ser sistematizada?

Sim, pode e deve. Temos caminhos que nos conduzem à lógica da inovação, os quais permitem que a sistematização / repetição do método prevaleça com sucesso.

2- E sobre incerteza e alto risco, dito inerentes à inovação?

Incerteza e alto risco não são elementos da inovação. Incerteza e alto risco são elementos intrínsecos aos métodos subjetivos. Onde quer que se utilize tais métodos a incerteza e alto risco surgem naturalmente.

3- Como assim?

Métodos subjetivos pressupõem opiniões de vários mentores / consultores / especialistas. Mas são opiniões que, embora embasadas nos conhecimentos e vieses pessoais de cada um, não têm como garantir que os resultados futuros sejam equivalentes aos resultados passados, para o mesmo objeto. Quanto mais para ideias diferentes, de ruptura, disruptivas…!

4- E então?

Temos que mudar os métodos utilizados para inovar. O menos pior é o método ágil cuja inovação em software é feito entre parceiros “especialistas de softwares – clientes”. Mesmo esse método tem um alto grau de subjetividade, isto é, cada cliente quer um “ágil” diferente dos demais. No método ágil, cada caso é um caso, mas traz resultados no “aqui e agora”.

5- Continue!

Os demais métodos são subjetivos. Baseiam-se em consultar os clientes, em criar empatia com eles. Esses métodos que dependem de consulta aos usuários são piores porque geram inúmeras respostas divergentes. Divergência é tudo que os inovadores não precisam porque aumenta a incerteza e multiplica o risco, que já não era pequeno no início. Então métodos baseados em empatias com clientes tendem a piorar / dificultar as decisões em inovação.

6- Então qual é a solução?

A solução é a mesma praticada pela medicina, pela linguagem, pelas receitas de alimentos, pelos sistemas de garantia da qualidade e tantos outros que também passaram pela fase que a inovação está passando agora, historicamente falando. Temos que inserir números no cerne das ideias para inovação. Só assim será bom para todos os envolvidos.

7- Diz-se por aí que não existe a bala de prata. Que você acha disso?

De fato, em métodos subjetivos não
há como haver bala de prata, uma solução única, simples e fácil, comum para
todos os casos. Concordo 1000%. Afinal, cada um acha uma coisa diferente dos outros.

Mas isso significa que você está dentro da caixa dos métodos subjetivos. Ao sair vai encontrar o método objetivo no qual encontramos a Bala de Prata, isto é, vai ver a Seta que indica o trajeto matemático de 1.00 iur para 0.00 iur.

Dito de outra forma: vai encontrar a Seta onde todos entendem a mesma coisa, o  mesmo número. É tão simples quanto olhar a formulação matemática abaixo. A “Bala de Prata ou a Seta ou a Bússola Matemática©®” – como preferimos denominar, estão aí, claramente para todos.

Figura 1 – Há um sentido de direção de ideias para inovação, único, milenar e irreversível,
mantido rigorosamente há 3.3 milhões de anos.

“Toda fórmula que expressa uma lei da natureza
é um hino de louvor a Deus” – Astrônoma Maria Mitchell

8- Então a Bala de Prata existe?

Sim, existe, é muito simples, é inegável, e há mil maneiras de comprová-la. Por exemplo, você encontra no meu artigo “A MEDICINA PERDE SEU BENEFÍCIO EXCLUSIVO EM INOVAÇÃO, AGORA DISPONÍVEL PARA TODOS OS INOVADORES” onde explicamos como a medicina usa a Bússola Matemática©® ou Bala de Prata.

Observe como é simples:

– você vai ao médico e ele manda
você ir ao laboratório e pegar “seus números”.

– você faz os exames médicos, pega
o “resultado numérico” e leva de volta ao médico.

– com base nos “seus números” impressos nos exames laboratoriais, o médico identifica a doença e inicia o tratamento.

A bala de prata está nos números
que os pacientes levam, nos quais estão explícitos qual é a doença. Dessa forma
o médico atira a bala de prata, isto é, passa a receita para a cura do paciente.

Note que estamos falando do
organismo físico biológico do paciente, que não tem nada a ver com ciências
exatas, mas os médicos se baseiam, se seguram, se sustentam nas certezas
oferecidas pela Bússola Matemática©®,
a Seta que conduz o paciente à cura.

Esse mesmo pensamento está implícito nas ideias para inovação. Aplicamos a formulação matemática ao usuário com o produto antigo e obtemos os números da velha inovação. Assim, identificamos onde está o problema e trabalhamos para produzir ideias mais práticas –  na linguagem popular – que economizem os esforços dos usuários – na linguagem profissional. 

9- E a resposta de 1.0 milhão de dólares, saber qual ideia vai dar certo?

Essa é outra alegoria dominante no
âmbito da inovação.

Explico. Quem utiliza métodos
subjetivos afirmará que saber qual ideia vai dar certo vale 1.0 milhão dólares.
E está certo mesmo.

Mas para quem usa o método lógico,
sabe que a Bússola Matemática©®
nos informa, “a priori, se e porque” qual ideia tende a dar certo, matematicamente.  Há casos onde não há nenhuma incerteza e o
risco é equivalente a ir à padaria, isto é, quase nulo.

No oceano de ideias, onde estão misturadas jóias com bijuterias e ambas reluzem igualmente confundindo o inovador, somente uma metodologia lógica matemática pode separar uns dos outros, aliás, como fez Arquimedes para descobrir quanto de ouro havia na coroa.

10- Mas o que dizer das ideias maravilhosas, fantásticas, brilhantes que resolvem os problemas?

Essa é uma avaliação deslumbrada,
enganosa.

Observe os procedimentos em outras
áreas:

– Medicina – primeiro você tira
seus números nos laboratórios de exames médicos, e então, e só então, com base nos seus números, o médico “adjetiva a doença” como simples, grave,
complexa, etc.

– Linguagem – os textos são
submetidos a análise numérica (tantas palavras por sentença, tantas palavras
difíceis, tantas polissílabas, …) e então, e só então, os sistemas “adjetivam o texto como fácil, difícil, refaça, etc.

– Garantia da qualidade – os
sistemas estatísticos colhem os números da produção e só então adjetiva-se
o produto como de qualidade, excelente,
vai para o rejeito, etc.

No entanto, no âmbito da inovação,
adjetivamos ideias como ótimas, fantásticas, etc., sem nenhuma base numérica que
nos dê sustentação para tal adjetivação.  

É uma avaliação enganosa,
deslumbrada adjetivar ideias sem sustentação numérica.

Até a década de 50 os médicos nos
tratavam sem uma base numérica – exames clínicos. Os diagnósticos ocorriam na
base dos “achismos”.

Resultado: vivíamos até 50 – 60
anos.

É isso que acontece atualmente com
ideias para inovação. Adjetivamos ideias baseados em “achismos” e nos enganamos
em até 97% dos casos, como atualmente nas startups, porque nos falta uma
sustentação lógica matemática.

“O brasileiro está muito acostumado a olhar para resultado. Olhando apenas para o resultado você não consegue entender o percurso”. Roger Oliveira.

11- Porque inovação é tão importante?

Inovação está no âmago dos
negócios, dos governos, das religiões, dos esportes, das teorias e geração de
conhecimentos, das artes, dos valores humanos e culturas, das famílias, da
filosofia, da história. Em tudo encontramos o domínio das inovações.

Inovação não se aplica somente a produtos,
serviços, processos e marketing. 

Os “frutos criativos” gerados em cada
atividade substituem a simplicidade anterior pelo ente mais simples atual. Quando
simplificamos o que já era simples, ampliamos a abrangência de usufruto dos
mesmos benefícios para mais pessoas.

A inovação é muito importante e precisa continuar, não apenas devido ao fator econômico, mas também (e talvez, principalmente?) ao fator social, isto é, a tecnologia solucionando questões sociais que “outras ciências” não foram capazes de resolver.

12- Mas há outros motivos para inovar!

Sim, há inúmeros motivos para inovar. Por exemplo, nos esportes. A primeira Olimpíada da Era Moderna ocorrida em 1896 na Grécia era composta de 09 jogos – atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica, halterofilismo, luta, natação, tênis e tiro. Hoje são 32 jogos e continua a acrescentar novos esportes para permitir que novas habilidades possam competir.

Outro exemplo, em produtos. No passado as
pessoas conseguiam ter duas ou três peças de roupa durante toda a vida. Com a simplificação
tecnológica da produção, as pessoas podem ter inúmeras peças de roupa de tal
modo que foi necessário inventar o guarda-roupa, objeto inexistente no passado,
para que possamos organizar todas as roupas que temos. No entanto, para que
mais pessoas possam usufruir dos mesmos benefícios, cada vez, mais e mais, as
roupas estão sendo “desmaterializadas”.  Veja
a foto e observe que há um sentido de direção de ideias para inovação.

Figura 2 – Essa foto mostra a desmaterialização de roupa íntima, seguida pela roupa comum.
Cada vez mais, usamos menos peças e cada peça é composta de “menos material” que as anteriores.

Dito de outra forma: a inovação é indispensável para que mais pessoas possam usufruir dos mesmos benefícios. É a tecnologia resolvendo questões sociais.

13- Mas a inovação está acelerada atualmente, não está?

Sim, a inovação está mais que
acelerada. Está mais que exponencial. Está na fase de “emergência”, de
“surgimento”. Embora digam que a inovação atual tem uma velocidade exponencial, não é a realidade. O que vemos é a
existência de um objeto aqui e de repente some do radar e surge / emerge fundido
com outro item fazendo a mesma função. Exemplo típico: a filmadora.

Tínhamos a máquina de filmar, de
fazer vídeos. Um dia ela sumiu completamente e apareceu / surgiu / “emergiu” dentro do seu celular,
mantendo a função de filmar. Não há vestígios do caminho da filmadora para
entrar no celular, portanto, não podemos dizer que é inovação exponencial.

Velocidade exponencial, como um
raio, deixa rastros que podem ser seguidos. Assim, no processo atual, o item simplesmente
“submerge/ mergulha e emerge / surge” em algum ponto próximo de 0.00 iur. Considero
esse aspecto muito importante para “liberar” a mente dos criativos. Eles não
podem ficar presos a “exponencialidades”, cognitivamente falando! Serão
ultrapassados pelos que pensam em “emergência”.

Observe a Bússola Matemática©® e note que ela possibilita ou até incentiva esse tipo de fenômeno. Não é exponencial. É a Era da Emergência em 0.00 iur!

14- Como assim?

Explico com uma história real.

Há 3.3 milhões, quando ainda nem
éramos homo sapiens, um ser resolveu afiar uma pedra em um formão. Com a pedra
afiada, explicam os arqueólogos, os seres conseguiam separar os ossos da carne
e da pele do bisão. Uma economia de esforços tão considerável que somos
oriundos desses grupos.

O outro grupo, sem criatividade, que
dependia apenas dos dentes e das mãos, pereceu no caminho.

Mas o que nos importa é que a
ideia da pedra afiada está mantida até nossos dias. Só mudou o material para
aço inox: a faca. Note a magnitude da inovação, cujo “emergir” se mantem até
agora. É como submergir em 1.00 iur (dentes e mãos) e emergir em 0,20 iur
(pedra afiada).

A Bússola Matemática©® nos permite “submergir e emergir / surgir” no futuro, uma vez que agora sabemos que o caminho está na economia de esforços do usuário, na Seta, na Bala de Prata, na Bússola Matemática©® oferecida pela formulação da inovação.

15- Há uma abordagem que diz que a inovação deve ser contínua. Deve?  

Não. A inovação não é contínua,
eternamente. Há um ponto final onde a inovação cessa completamente. Observe que
a Bússola Matemática©®, a
Seta na formulação matemática nos mostra um caminho, ao longo do qual os entes
vão se fundindo e convergindo até chegar em 0.00 iur, o ponto final onde a
inovação cessa. Assim, podemos ir inovando ao longo do caminho, mas devemos
saber que há um ponto final.

A filmadora mencionada anteriormente, é um exemplo de ponto final de inovação em máquinas filmadoras.

16- Como você define inovação?

Esse é outro ponto crítico. Há uma
infinidade de definições. A maioria das definições não leva em consideração o
cliente e muito menos o usuário. Tenha em mente que nem sempre quem compra (o
cliente) é quem manuseia o item (o usuário).

As definições que sustentamos
pensam essencialmente no usuário, aquele que vai manusear a inovação. E assim
definimos inovação:

Do ponto de vista do usuário:

               Inovação é o equilíbrio entre valores humanos e benefícios adicionais combinados com minimização de esforços entregues pela empresa ao usuário que retribui com valores financeiros equivalentes.

Do ponto de vista do gestor da corporação:

               Inovação traz dinheiro adicional para a empresa desde que ela entregue valores humanos e benefícios maiores, combinados com esforços menores que a referência do usuário.

As duas definições são iguais. Apenas estão
descritas do ponto de vista de cada lado.

As definições explicam qual é a troca que tem que haver. A corporação tem
que oferecer menores esforços e maiores benefícios por um preço que o usuário
pode pagar, e o usuário entrega seu dinheiro em troca desses dois elementos.

Dito de outra forma: não há como falar de inovação sem considerar quais privilégios serão entregues ao usuário. Este é um ponto absolutamente crítico. Inúmeros estudiosos e especialistas definem inovação sem considerar o usuário. Como é possível se obter resultados positivos se não pensarmos em quem vai utilizar/ manusear a ideia? Como uma empresa pode pensar em aumentar seu faturamento com inovação se não pensa em satisfazer quem paga? E quando pensa, na maioria dos casos, pensa em “foco no usuário” quando tem que ser em “foco DO usuário”.

“Na economia de mercado não há outro meio de adquirir e preservar riqueza, a não ser fornecendo às massas o que elas querem, da maneira melhor e mais barata possível” – Ludwig Von Mises.

17- Em linhas gerais como podemos entender a inovação?

É uma regra de três composta. Há três
elementos que nunca podem ser separados: 
esforços, valores e preços (sempre, sempre, sempre do ponto de vista do usuário).

Esses três elementos variam continuamente, influenciam-se e são influenciados uns pelos outros, e por ser muito difícil de imagina-los, criei A Balança da Inovação©®, que é um instrumento matemático, aplicado a inovação. A Balança da Inovação©® me permite ver, fisicamente, o que acontece com os outros itens, se alterar um deles, isto é, como se influenciam mutuamente, continuamente, inseparavelmente.

18- É importante unir esses três elementos?

Sim, claro! Evidente! O primeiro
que viu essa relação foi Steve Jobs. Ele escreveu:

O consumidor pagaria um prêmio (adicional em moeda – R$) pela facilidade de uso (menos esforços), a fiabilidade e elegância (mais valores humanos) de computadores e aparelhos digitais”.

Teoria Empresarial de Criação de Valor (R$) –
Steve Jobs. Revista
Harvard Business Review, n. 91 – jun. 2013. Página 52. Os itens entre
parêntesis são explicações nossas.

Nessa afirmação está implícito os três elementos inseparáveis que operam como a regra de três composta, conciliando os três pratos da Balança da Inovação©®. Na prática, os usuários a utilizam intuitivamente na solução da equação de “preços x esforços x benefícios”, quando o cliente cogita se vale a pena pagar tal preço por esse benefício que impõe tais esforços. Se não reunirmos os três elementos em um único instrumento, não conseguimos operacionalizar a ideia, enxergar o que está acontecendo. Veja que, embora Steve Jobs tenha percebido essa relação fundamental, não conseguiu sistematizar esses elementos, nem impediu que a Apple tenha perdas com ideias, justamente por problemas nessa relação.

Figura 3 – Steve Jobs identificou que há 3 elementos fundamentais que influenciam a escolha do usuário. Se você considera apenas 2 elementos (preços e valores) seu risco é altíssimo.
  • 19- Normalmente há uma guerra enorme nas corporações para definir como e quais itens medir no processo de inovação. Quais devem ser considerados?

De fato há uma guerra nesse
aspecto. Até onde sei, nenhuma dessas métricas ajudam o usuário porque estão do
lado da corporação. O inovador não precisa se basear em métricas internas. Tem
que se sustentar em métricas DO usuário. Voltemos novamente a medicina
para levar o entendimento dos erros cometidos nas corporações ao inovar.

Ao médico só importa se o paciente está melhorando. Só isso importa!

É o organismo físico biológico que
interessa tanto para o médico quanto para o inovador. Não importa se o médico
ou o hospital ou o remédio ou o que for tenham recursos excelentes. Da mesma
forma não importa se a corporação produziu com esmero ou tem marca, ou tem uma
grande fábrica, ou… ou…

 A única métrica que realmente importa é aquela que vem DO usuário, nos dois casos. A única métrica que interessa para ambos (médico e inovador) é a Bússola Matemática©® da Inovação que está na formulação matemática.

20- Porque você escolheu esses três elementos – esforços, valores e preços?

Por que são os únicos que o
usuário considera: esforços pessoais, valores humanos e preços. Qualquer item
que você queira ou imagine estarão dentro de um desses itens.

Dito de outra forma – as ciências que estão envolvidas na inovação são:

Esforços pessoais: envolve física,
biologia e matemática.

Valores humanos: envolve
filosofia, axiologia e praxeologia.

Preços: administração e economia.

Só a capacidade de gerar receita maior que as despesas por algum tempo, caracteriza inovações de sucesso.

21- Quais são os estudos de caso que você tem?

Essa é uma
pergunta bem interessante para esclarecer muitas práticas. Você precisa de
“estudo de casos” quando utiliza metodologias subjetivas para orientar o
profissional a navegar no mar de alternativas que nascem continuamente. Note
que o “estudo de caso” nos entrega apenas um caminhar, meio solto, para chegar
ao mercado e oferecer o produto. Tipicamente, não tem nenhuma preocupação com o
usuário, de tal modo que parece que “chegar ao mercado” é o suficiente, mas não
é.

No mundo atual,
com a quantidade de alternativas que abrolham incessantemente, precisaríamos de
inúmeros estudos de caso para deixar o profissional mais seguro do que fazer. E
mesmo assim, conhecemos os equívocos nos resultados.

Quando você
utiliza métodos lógicos – matemáticos, não precisa de estudos de caso. Precisa
sim, aprender a usar as formulações matemáticas.

Sabendo usar tais formulações o profissional pode aplica-la em qualquer situação que ela seja requerida. Entre as inúmeras facilitações contidas na T.I.A.©®, essa nem tinha sido considerada, isto é, a independência de estudo de casos. Nos cursos, os profissionais constroem seus próprios casos, matematicamente.

22- Queria voltar aos métodos para inovação. Há inúmeros métodos e todos são ruins?

No geral, sim. Deixam muito a desejar. Como disse anteriormente, o método ágil é o menos pior. Poderia acrescentar o “Jobs To Be Done” que se baseia em solução de problemas do usuário. Poderia falar também do método usado em B2B que separa “espaço de resultados do cliente” e “espaço de solução do problema” que na T.I.A.©® tratamos como “economia de esforços do usuário” e “solução de problema”. Este, aliás, é um dos mais avançados porque consegue separar “o produto” do “manuseio do usuário”. Como temos explicado e definido, a criatividade deve resolver problemas de pessoas, não de coisas. Nem sempre a solução de um problema do objeto é também a solução “DO” usuário. Sempre, sempre, sempre temos que começar a inovação pelo usuário em direção ao produto e usar a criatividade para o “todo”.

23- Essa conversa continua confusa. Explique melhor.

Vou usar um caso para explicar
melhor.

A história da broca e do furo que
é bem conhecida.

Diz-se que o usuário não quer uma
broca. Ele quer um furo na parede. Mas não é bem assim. O que de fato o usuário
quer é a solução que economiza seus esforços pessoais, isto é, o quadro
pendurado na parede.

E os problemas são: o furo, a
broca, a escada, o profissional o agendamento e o preço a pagar, a furadeira, o
encaixe da bucha e do prego na parede e finalizando, pendurar o quadro,
alinha-lo na parede, limpar tudo e guardar todas as tralhas necessárias para
realizar o serviço.

Compreenda que os métodos devem facilitar ao extremo a vida do usuário economizando seus esforços pessoais. Mas, além disso, há outro fator que os inovadores não levam em conta, como expliquei na questão 18. É fundamental relacionar os esforços com os valores humanos e com os preços. Tipicamente, os inovadores não sabem que TEM necessariamente que relacionar esses três itens para ter uma visão melhor do usuário.

24- Quais habilidades você considera mais importante para realizar a inovação?

De longe, a mais importante e
talvez a única realmente importante é a capacidade criativa plenamente
desenvolvida. Criatividade é uma habilidade que todos podem e devem
desenvolver. Há inúmeros benefícios em desenvolver a produção de sinapses
mentais, como, por exemplo, saúde mental – escapar do mal de Alzheimer. Se você
tem uma grande quantidade de sinapses mentais, o “alemão” pode levar uma parte,
mas não leva tudo.

Criei onze técnicas de criatividade (ver algumas aqui) que ajudam a produção de novas conexões mentais. Uma delas, cinco mais dois sentidos, utilizo para mostrar aos jovens que, embora jovens, “parece” que o Alzheimer já está agindo. Durante uma certa dinâmica, 80% não identifica ruídos nos barulhos dos ambientes e tato nas variações de temperaturas na mudança de ambiente. Sempre é bom lembrar que criatividade é uma disciplina difícil que deve ter um tratamento sério. Tratá-la como infantilidade, só mesmo mentes infantis aceitam.

25- Só criatividade?

Criatividade principalmente,
especialmente em 2 pontos fundamentais para inovação:

  1. Temos que usar a criatividade desde antes de
    começar o projeto e mantê-la ativa, atuante e fluindo até depois do uso pelo
    cliente, no descarte dos resíduos. Lembre-se que ao longo do processo, cada um
    ao seu tempo, vai precisar de muita criatividade para levar o projeto até o
    fim, até os especialistas do meio ambiente.
  2. O segundo ponto é mais crítico, especialmente
    porque houve uma tendência de permitir e até incentivar fracassos na inovação. Felizmente,
    estão esquecendo essa tendência. Criativos devem saber que há inúmeras
    inovações importantes que passaram a existir justamente porque havia um criativo na equipe que não se
    “contentou/ aceitou” o fracasso de um resultado. Exemplos: penicilina, viagra,
    teflon, náilon, massa folhada, sabão que flutua na água, post – it, etc., etc….

Chama-se “Serendipidade”, “o acaso”, também tratado por “descobertas
acidentais em ciências”, um termo que explica como o inesperado, as situações
fortuitas trouxeram grandes benefícios aos inovadores. Quando se incentiva ou
aceita passivamente o fracasso, equivale dizer “esqueça as grandes
oportunidades que vão passar a sua frente, e foque somente, exclusivamente, no
objetivo final”.

Ou seja, esqueça a criatividade, a percepção, a intuição, …

Assim, sempre que possível, orientamos os inovadores a rejeitar os fracassos e repensar os resultados obtidos tentando descobrir como esse resultado errado pode se tornar num resultado certo, valendo-se dos métodos de criatividade que são diferentes dos métodos de inovação.

26- A quem a inovação deve estar ligada? 

A inovação deve ser composta por um
núcleo criativo que envolve todos os setores
conectados com o cliente, o futuro da corporação, a diretoria de estratégia ou
marketing.  
Tipicamente: marketing, P
& D & I, estratégia e visão de futuro é onde os gestores de projetos de
inovação também devem estar. O núcleo criativo de inovação deve estar atento “48
horas por hora” com o “foco DO
usuário”.

Tim Cook, presidente da Apple, diz
que importa mais o que os usuários pensam
do que as influências que Wall Street tenha sobre a empresa que, de acordo com
ele, é nula.

Veja a entrevista dele para a Fast Company, aqui. Nessa entrevista ele explica a importância do usuário para a Apple.

27- E quanto ao nível de conhecimento dos membros da equipe?

Ótima pergunta. Esse item é
crucial. Em princípio, no caso dos processos de inovação é fundamental que
todos tenham o mesmo conhecimento, utilizem a mesma metodologia e conversem na
mesma língua até para acelerar a inovação.

No caso da T.I.A. ©® todos precisam conhecer a
metodologia que dispensa ir as ruas fazer perguntas aos usuários, cujas
respostas os profissionais da T.I.A. ©®
sabem sem perguntar dado que são respostas baseadas no aspecto físico –
biológico – matemático e, portanto, igual para todos, em qualquer tempo, em
qualquer lugar do mundo.

Depois que você tiver protótipos
prontos, então é hora de levar para observar o usuário. Ele deve ser capaz de
usar a ideia sem que ninguém fique lhe dizendo o que deve fazer. Um manual pode
fazer parte, para dar alguma segurança no início, mas tenha em mente que o
método “plug and play” é o ideal para o usuário.

Pessoalmente, creio que até a fase
de consultas sobre valores humanos será substituída pelo Big Data que tem todas
as informações sobre preferências subjetivas do usuário. No passado, a Coca
Cola possuía inúmeras informações, como, por exemplo, qual perna o homem
(mulher) começa vestindo a calça. Então imagine que respostas o Big Data não
terá nos dias de hoje? É só perguntar…

E a T.I.A.©®
tem ainda um aspecto de grande valor aos gestores. Dado que temos o
“sentido de direção de ideias para inovação”, a Bússola Matemática©® e a Balança da Inovação©® onde se contrapõem os três
pratos – esforços, valores e preços – então todos os membros da equipe
continuam falando a mesma língua nos item acoplados inseparavelmente e
fundamentais ao sucesso da inovação.

Nas equipes atuais, A- desenvolve
a ideia, B- desenvolve o design, C- cria o marketing, D- faz o preço, … W –
…  Esse trabalho costuma ser linear e
sequencial. Com a T.I.A.©® tem
que ser simultâneo, de tal modo que a economia de tempo e recursos ao longo de
desenvolvimento é grande devido a simultaneidade.

Se não tiverem todos o mesmo foco do usuário, falando a mesma linguagem, trabalhando simultaneamente, as influências mútuas e contínuas de uns sobre os outros não aparecem. Ai a importância da Balança, o instrumento que nos permite ver essas relações se influenciando aqui e agora, online. Note que estamos falando de outro formato de gestão da inovação!

28- Como podemos avaliar uma ideia semente?

Essa é uma situação engraçada até certo ponto. Dizemos que é muito difícil avaliar uma ideia semente. Se você se sustenta no método subjetivo, está corretíssimo.

É dificílimo!

Mas se você utiliza o método
objetivo, logico – matemático, você já começa com algum potencial de
sucesso.  Você começa com ideias sementes
cujo valor numérico está mais próximo de 0.00 iur do que o estado atual da
arte, da referência típica dos usuários. Você não perde recursos de todos os
tipos tentando adivinhar resultados. A ação é direta e objetiva. Tanto para
startups quanto corporações.

Esse aspecto é muito importante
para ver “vitrines” de inovação. Se você não tem a Bússola Matemática©® para avaliar o que lhe
mostram, seu risco de fracasso volta aos 97% das startups.

Além disso, você tem o teste do
preço da inovação. Como já expliquei, são inúmeras as inovações que falham
grosseiramente no preço. Neste caso, a Balança da Inovação©® pode ajudar a enxergar os
limites de variação de preço que deve ter a inovação. Não é porque é “inovação”
que deve ser mais caro do que a referência do usuário. Não mesmo!

29 – Até onde entendi, a T.I.A.©® não tem preocupação com a Inovação Social.
É isso?

Tem sim. E são muitas. Ainda não tivemos tempo de abordar
esse lado que é também muito forte.

O conceito de Inovação Social veio
do oriente, da Índia, quando Muhammad Yunus dono do Grameen Bank ganhou o Prêmio
Nobel em outubro de 2006.

Basicamente, o Gameen Bank
emprestava pequenas quantias para pessoas com parcos recursos iniciarem seus micro
negócios. Isto é, Muhammad lhes dava uma oportunidade através de empréstimos
para começarem a empreender.

Fazemos a mesma coisa, mas por
outro ângulo. Se aquelas mulheres começavam negócios como costura, cozinha,
artesanato e similares que tinham risco mínimo, os empreendedores do ocidente
começam atividade que têm alto risco. Tipicamente, para iniciar esses
empreendimentos os inovadores emprestam dinheiro de pai, do sogro, do tio, de
amigos, suas próprias economias de anos de trabalho para iniciar seus negócios.
São reunidos diversos tipos de recursos (financeiros, pessoais, familiares,
técnicos, …) para iniciar as atividades.

O lado social que a T.I.A.©® oferece é conhecimento. É
orientar os inovadores para perseguirem a Bússola Matemática©®. Ensinar-lhes a usar essa
bússola para quem está perdido no oceano de ideias, sujeito a tsunamis de
incertezas e alto risco de todos os tipos, é um fator social que, acredito, tem um valor maior que aporte financeiro.  

No âmbito atual, o índice de
fracasso de inovações é altíssimo, além do aceitável.

Então entramos com os conceitos de
saber, “a priori, se e porque”, quais ideias tem potencial para o sucesso. E o
que precisa ser feito para que percorram o caminho da Bússola Matemática©® que conduz ao encontro do
usuário / cliente disposto a pagar pelo item. Neste caso a inovação social é o
conhecimento que entrega segurança ao inovador.

Dito de outra forma: O altíssimo
risco da inovação, coloca a família em dúvida se investe / ajuda na ideia de
algum membro. Todos querem ajudar, mas o risco está presente e leva ao medo de
perda total, certo? Eliminamos essa incerteza e risco. E adicionamos a Bússola
Matemática©® para conduzir o processo em
que direção? Na direção do sucesso, 0.00 iur.

Ensinar-lhes
a usar a bússola matemática©®
para quem está perdido no oceano de ideias, sujeito a tsunamis de incertezas e
alto risco de todos os tipos, é um fator social que, acredito, tem um valor maior que aporte financeiro,
até porque, certezas atraem e facilitam investimentos como faz o
Gameen
Bank.

30 – Tem mais alguma inovação social?

Sim, há outros itens que
consideramos Inovação Social, embora nem tratemos por essa denominação. Vou só
itemizar apenas para dar a conhecer. Voltaremos a esses itens oportunamente:

– Sustentabilidade: a T.I.A.©® permite medir o nível de
sustentabilidade de ideias/ produtos/ serviços desde o início. Este item é
outra (r) evolução, mas agora no tema do meio ambiente.

– Desmaterialização: é uma
inovação social de absoluto primeiro nível. Por exemplo, hoje todos que possuem
um telefone celular, possuem também máquina fotográfica, vídeo, e mais uns 40
produtos e 35 serviços. Incentivar a desmaterialização para que mais pessoas
possam usufruir do mesmo benefício é um fator contido na T.I.A.©® É a solução tecnológica, como
já explicamos.

– Futuro: o futuro imediato ou o
ponto final da inovação (0.00 iur) pode ser identificado e aplicado. A inovação
deve seguir para o ponto mais avançado, matematicamente, do futuro imediato.
Esse item fica fácil se visto do ponto de vista do usuário, mas será tratado como impossível se visto do ponto de vista de produtos, serviços e da
corporação. E é mesmo!

Encerramos por aqui esta lista de
perguntas e respostas. Oportunamente, faremos outras, uma vez que há diversos
assuntos que a T.I.A.®©
altera como a gestão da inovação, cuja simplificação merece uma atenção
especial, entre outros itens.

Obrigado por sua atenção.

Esperamos ter contribuído para
ampliar seu campo de inspiração para inovação.

Sair da caixa! Tudo a ver!

Rui
Santo.

iursanto@gmail.com

www.galaxiacriativa.com.br

www.balanceofinnovation.com

Para saber mais, acesse aqui o livro

A BALANÇA DA INOVAÇÃO©®:

Como medir, desenvolver e
reconhecer ideias que serão sucesso.

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em by Rui Santo em Artigos

About Rui Santo

Especialista em criatividade, inovação e visão de futuro. Autor de diversas ferramentas para liberar sua capacidade criativa. Autor da T.I.A. - Teoria das Ideias Autocomparadas. Autor de formulação matemática que permite a medição de ideias. Autor da Balança da Inovação: uma balança com três pratos que compara os três elementos inseparáveis da inovação. Auto do livro: A Balança da Inovação.

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