A medicina perde seu benefício exclusivo em inovação, agora disponível para todos os inovadores.  

A natureza ensinou a medicina a inovar.

Agora, esse conhecimento foi matematizado e está disponível para todos os inovadores.

 

Resumo: O artigo mostra que a medicina tem um privilégio dianteiro, dominante e útil em inovação sobre todos os outros inovadores. A medicina sempre soube qual era o porto seguro para onde deveria navegar – a cura das doenças. Embora não seja uma ciência exata, na década de 50 -60 a medicina inseriu exames médicos dos quais extrai números. O resultado foi tão fantástico que a lógica – matemática dos números se tornou “a bússola que conduz à cura”, isto é, os números obtidos nas pesquisas e testes indicam aproximação ou afastamento da cura (0.00 iur). Agora, esses mesmos benefícios, a bússola (percurso entre 1,00 iur e 0,00 iur) e o porto seguro (0.00 iur), foram matematizados e estão disponíveis para os demais inovadores / investidores / gestores de inovação de qualquer área.

 

Os médicos são os profissionais que faceiam os pacientes, os usuários finais das terapias pesquisadas e disponíveis para curar. Por esse motivo e por facilitação de linguagem, vamos tratar por “médicos” todos os inovadores que se beneficiam das propriedades que eram exclusivas da inovação na saúde, que, evidentemente, envolve todos os profissionais dessa cadeia de conhecimento, os quais, de formas variadas pesquisam curas de doenças. Refiro-me aos pesquisadores das corporações química – farmacêuticas, biotecnologia, nanotecnologia, responsáveis pelas políticas públicas na saúde, startups, desenvolvedores de terapias alternativas, venture capitalista e investidores em Health Care e todos os outros que operam com os cuidados de saúde.

 

Os médicos sempre tiveram um grande benefício sobre os demais inovadores. A natureza lhes ensinou qual é o porto seguro para onde devem encaminhar suas terapias, medicamentos, etc. destinadas ao paciente, ao usuário final: a cura.

Essa propriedade, embora tenha sido dominante tornou-se radical e exclusiva com a institucionalização dos números – cuja (r)evolução ocorrida na década de 50 (1950 – 1960) quando os médicos passaram a se mover, se guiar, se basear, se orientar através dos números retirados dos exames médicos dos pacientes – os quais funcionam como uma poderosa e precisa bússola que os conduz para o porto seguro, a cura do paciente, o usuário final.

Dito de outra forma, os pesquisadores biomédicos através de testes obtém os números dos pacientes, e sabem a priori, se a terapia proposta tende ou não a conseguir o resultado desejado. Se os números dos exames indicam uma aproximação do número desejado que cura, continue a pesquisa. Se esses mesmos números se afastam dos números que curam, pare e reveja. O caminho não deve ser esse.

 

Exemplo utópico, mas orientativo para ficar mais claro.

Sabemos que o número ideal ou normal de diabetes é 99 para adultos. Se o paciente está com 400 é preciso usar medicamentos que o rebaixam para o número ideal. Assim, imaginemos um pesquisador testando um remédio inovador para diabetes e ao realizar os exames médicos (numéricos), depois de aplicar seu “novo medicamento”, observa os resultados:

– Se abaixar o nível de diabetes de 400, a pesquisa está no caminho certo, provavelmente.

– Se manter ou subir o nível de diabetes de 400, a pesquisa precisa ser revista. Certamente há algo errado.

Aqui encontramos a bússola e o porto seguro utilizado pelos médicos para saber se estão no caminho certo, provavelmente, ou se estão no caminho errado, certamente.

 

A bússola é a numeração obtida nos exames numéricos, digo, exames médicos cheios de números e o porto seguro é a cura, que neste caso é o número 99.

 A vantagem de medir ideias é que o gestor do produto /serviço sabe, a cada momento, frente a cada surgimento de produtos concorrentes, se ele é destruidor ou não do seu produto.  

 

 Com essa metodologia, a partir da década de 50, a medicina eliminou o alto risco e a incerteza tornando-se a ciência de cura de inúmeras doenças. Esse fato foi (r)evolucionário para os médicos. O método tem sido tão vitorioso (passamos de 50 – 60 nos para os atuais 75 – 80 anos de vida) que atualmente está sendo aprofundado através da obtenção de exames de numeração individual acompanhada de respectivas terapias. Tal como “tratamento sob medida (numérica)”.

Dito de outra forma: embora a medicina não seja uma ciência exata, os médicos encontram nos números extraídos dos exames médicos dos pacientes, usuários finais das terapias, uma bússola exata na qual se sustentam, se guiam, se conduzem, se condicionam ao prosseguimento de projetos para o porto seguro das ideias em medicamentos, a cura. E ainda adicionam a facilitação (“escalar” na linguagem das startups) de poder extrapolar para os 7.0 bilhões de humanos, dado que somos fisiologicamente iguais em qualquer lugar.

 

Comentário fundamental: tanto a bússola como o porto seguro pertencem ao paciente.  São números obtidos dos exames numéricos realizados no paciente que é o usuário final da terapia do medicamento. Não são números obtidos do médico, nem do medicamento, nem do hospital, nem da inovação, nem da corporação, nem do laboratório, nem…!!!

É muito importante perseverar nesse destaque porque os gestores de inovação insistem insanamente em ponderar a inovação do ponto de vista do próprio umbigo– da corporação ou do autor da ideia – e raramente avaliam a inovação do ponto de vista da economia de esforços do usuário final.

Seria como o médico avaliar a inovação como sendo “boa só porque” tem remédios inovadores e como sendo “ruim só porque” não tem remédios inovadores, sem se preocupar se tais remédios “curam ou matam os pacientes”. Por incrível que possa parecer, em torno de 80% dos gestores / inovadores pensam desse modo que denomino de “próprio umbigo”Ver mais sobre isso aqui para saber o que você está fazendo.

 

Insanidade em indivíduos é raro, mas em grupos, festas, nações e épocas é uma regra.  – Friedrich Nietzsche.

A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes. – Autor desconhecido.

Quando você repete um erro não é mais um erro: é uma decisão. – Paulo Coelho.

 

 A bússola e o porto seguro da inovação agora foram matematizados e estão disponíveis para utilização pelos gestores inovadores de outras áreas.

 

FORMULAÇÃO MATEMÁTICA PARA INOVAÇÃO.

Matemática pura é, à sua maneira, a poesia de ideias lógicas. A. Einstein.

O Nó Górdio das Ideias é medi-las antes de transformá-las em inovação. Assim, saberemos onde estamos e podemos navegar para o porto seguro das ideias (0.00 iur) . 

 

Figura 1 – Formulação matemática para medição de ideias para inovação.

 

A formulação é válida para todos os gestores inovadores, inclusive para os médicos.

– A bússola são os números que compõem a seta entre 1,00 e 0,00 iur.

– O porto seguro é o valor numérico 0.00 iur.

– IUR é a unidade de medida da inovação.

– Ao saber o número da ideia em iur, saberemos em que ponto da seta estamos e a distância que nos separa do porto seguro.

 

Exemplo de ordem prática na área médica.

Suponha que você é um jovem de 28 anos e tem saúde normal. Não depende de nenhum remédio, tratamento, terapias ou qualquer coisa desse tipo. Seu estado de saúde corresponde a 0.00 iur, matematicamente, isto é, você tem o benefício da saúde sem precisar de nenhum esforço adicional.

Então você pega uma gripe que se transforma em pneumonia.

Nesse instante seu organismo requer um conjunto de “esforços adicionais” para voltar ao estado de saúde: hospital, médico, enfermeira, consulta, compra de medicamentos, dosagem diária, repouso, dependência de outra pessoa – cuidadora, etc. Quando percebeu que estava doente passou de 0.00 iur para 1,00 iur. Assim, o médico entra no jogo, tratando-o para leva-lo de volta ao estado de saúde, 0.00 iur. A medida que prossegue o tratamento o médico realiza exames e através da aproximação dos números à cura, 0.00 iur, o médico sabe que está no caminho certo e seu organismo está se recuperando. Em breve você estará novamente em 0.00 iur, como estava inicialmente.

Certamente não é necessário detalhar aqui que ao longo do tempo os médicos vão inovando as terapias de modo a curar o paciente diminuindo a exigência de consumo de suas energias, tempo e movimentos, isto é, o processo de cura caminha de 1,00 para 0,00 iur aceleradamente ao longo da seta com o surgimento de novos medicamentos e terapias. Por exemplo, antibióticos percorrem a seta, uma vez que passaram de 15 dias (tempo, energias e movimentos = 1,00 iur) para 7 dias depois para 3 e agora para dose única (mínimo tempo, energia e movimento do paciente ~ 0,01 iur).

 

A humanidade não compara o que é ao que foi: compara o que é ao que há de ser. – Olavo Bilac.

 

APLICANDO A FORMULAÇÃO MATEMÁTICA A IDEIAS PARA INOVAÇÃO.

O que pode ser medido pode ser melhorado. Peter Drucker.

 

A formulação matemática expõe a linguagem universal – numérica, a ordem e a sequência na natureza em direção a 0.00 iur, praticada até agora com exclusividade pelos médicos de modo que, ao substituírem o método subjetivo (eu acho / tu achas / ele acha) pelo método objetivo lógico – matemático eliminaram a incerteza e o alto risco que existiam na cura antes da década de 50, quando morríamos jovens.

Qualquer ideia deve se aproximar de 0.00 iur, o porto seguro das ideias, o estado ideal de esforços requeridos do usuário (repito, “do usuário” e nunca da corporação, nem da ideia, nem do mercado, nem de nada… É preciso insistir nisso continuamente porque é facílimo errar).

Assim, temos um estado ideal, um destino, um valor numérico que atua como porto seguro para onde todas as ideias convergem há 3.3 milhões de anos. Nenhuma exceção foi encontrada, embora centenas de miragens surjam no caminho que levam o inovador ao erro, confusão, dúvida e ao fracasso da inovação.

Agora sabemos a priori se uma ideia (ou medicamento em pesquisa, como explicado anteriormente) fará sucesso ou será fracasso ao compara-la com o estado da arte atual. Se estiver em sentido contrário à seta, a ideia (ou o remédio) certamente será rejeitada pelo usuário (ou um remédio que provavelmente piora o paciente). Mas se a ideia avança além do estado da arte atual, se a ideia está mais próxima de 0.00 iur do que a referência do usuário, então estamos navegando na direção e no sentido corretos. Nesse caso, sabemos, “a priori, se e porque” a ideia (ou o medicamento em teste) tende ao sucesso.

Se você é gestor de inovação ou investidor de risco / de startups ou capitalista pode aprovar o investimento para a continuidade da pesquisa, baseado em dados lógicos – matemáticos e deve dispensar os métodos subjetivos – eu acho / tu achas / ele acha – que costumam levar ao fracasso até 97% dos casos….

Agora você tem uma ferramenta lógica – matemática, equivalente àquela que a natureza ensinou à medicina e pode ser utilizada inclusive pela própria medicina, que, na verdade, já é praticada há décadas, isto é, de doença para cura ou de 1,00 iur para 0,00 iur.

 

Você nunca muda as coisas lutando contra a realidade existente. Para mudar alguma coisa, construa um novo modelo que faz com que o modelo existente se torne obsoleto. Buckminster Fuller

 

Para saber mais, ver mais exemplos, compreender melhor, acesse:

Livro: A Balança da Inovação: como medir, desenvolver e reconhecer ideias que serão sucesso.

Disponível apenas via eletrônica no site da amazon.com.br  – acesse aqui

 

 

 

LEIA TAMBÉM:

– INOVAR OU MORRER VERSUS INOVAR É MORRER. UM BECO COM SAÍDA.

Mostra a saída para o real dilema do inovador: se não inovar vai morrer, mas se inovar vai morrer também em até 97% dos casos. Acesse aqui.

 A BALANÇA DA INOVAÇÃO – PORQUE TRÊS PRATOS? 

A inovação funciona como uma regra de três composta. Tipicamente o inovador esquece ou desconhece o terceiro prato, o mais importante e dominante há 3.3 milhões de anos: a economia de esforços do usuário. Resultado: sem compreender as oscilações e influências dos três pratos, só por sorte (3%) mesmo sua ideia vai dar certo!!! Acesse aqui.

– MODELOS DE GESTÃO DA INOVAÇÃO QUE EXPLICAM OS RESULTADOS DOS NEGÓCIOS, BONS E MAUS.

Uma abordagem diferente que compara gestores de inovação e namorados e os erros iguais que ambos cometem nas duas relações, justificando os fracassos / sucessos nos dois casos. Se você tem namorada/o é bom ler, mas se você tem ideias, também é bom saber. Acesse aqui.

Nota importante: há um item que justifica o estado atual da ciência brasileira no tema inovação.

 

Nunca devemos ter medo de ser um sinal de contradição para o mundo. 

Madre Teresa de Calcuta.

 

Obrigado pela atenção.

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Rui Santo.

E-mail: iursanto@gmail.com

www.galaxiacriativa.com.br > criatividade e inovação, em português

www.balanceofinnovation.com > inovação, em inglês.

 

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em by Rui Santo em Artigos

About Rui Santo

Especialista em criatividade, inovação e visão de futuro. Autor de diversas ferramentas para liberar sua capacidade criativa. Autor da T.I.A. - Teoria das Ideias Autocomparadas. Autor de formulação matemática que permite a medição de ideias. Autor da Balança da Inovação: uma balança com três pratos que compara os três elementos inseparáveis da inovação. Auto do livro: A Balança da Inovação.

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