Modelos de gestão da inovação que explicam os resultados dos negócios, bons e maus.

Descubra qual deles sua corporação prática e compreenda os resultados que tem tido.

 

Resumo: se você não tem (ou tem) tido bons resultados em suas inovações ou se são piores (ou melhores) e mais difíceis do que você imaginava inicialmente, este artigo pode ajudar a identificar os motivos de tais resultados. Apresenta-se quatro níveis subjetivos de entendimento do que venha a ser inovação, três dos quais são tão equivocados que quase garantem o alto índice de maus resultados de ideias a serem transformadas em negócios. Resta o quarto nível, que embora não seja ótimo, nem seja possível sistematizá-lo e tenha muitos problemas, pelo menos está no campo apropriado do que é inovação, isto é, preocupa-se fundamentalmente em atender os usuário, justificando o sucesso que as corporações que o adotam tem tido. Finalizando, oferecemos o + 01, o modelo /nível de entendimento da inovação, o método objetivo, logico – matemático único que permite sistematizar a satisfação do cliente, isto é, saber a priori, se e porque, qual ideia será aceita e qual será rejeitada pelo usuário, minimizando riscos e eliminando incertezas que, de fato, não pertencem a inovação.

 

Há muito se fala sobre ideias para serem transformadas em negócios, em inovações de produtos e serviços, mas parece que ainda não está claro para todos SOBRE O QUE estamos falando. Há muita confusão e abordagens contraditórias e divergentes, resultando em um índice de frustrações em projetos de inovação, abaixo do mínimo aceitável.

Entre as desavenças que demonstram a incompreensão uma das piores está no cerne, na alma do tema: identificar quem é o beneficiário da inovação.

Sem saber exatamente e em detalhes PARA QUEM estamos inovando, a divergência prevalece e o índice de acertos entra em colapso. E, convenhamos, não há como ser diferente. Tipicamente, são considerados beneficiários os investidores, outros consideram a corporação, o mercado, a marca, os funcionários, os gestores, os autores das ideias….

Os modelos existentes mal levam em consideração e muitos nem mencionam em lugar algum da gestão do processo aquele que desde sempre, TEM QUE SER o maior e o primeiro beneficiado da inovação: O USUÁRIO.

 

O USUÁRIO TEM QUE SER O PRIMEIRO E O MAIOR BENEFICIÁRIO DA INOVAÇÃO.

O único que interessa e de quem provém todos os benefícios

aos autores das inovações corporativas.

 

Quando o usuário é “o primeiro e maior beneficiado”, ele retribui “aos que lhe ofertaram tal inovação” através de compras, da elevação do prestigio à corporação / marca do objeto, através da divulgação boca a boca e por tantos outros caminhos…

Quando o usuário final é prejudicado pela inovação, o processo é completamente revertido, isto é, não compra e se compra não usa, não indica, não prestigia, gera um boca a boca negativo muito mais intenso e prejudicial à marca e outras negações aos autores da inovação.

Essas e outras dificuldades ocorrem devido à incompreensão do que venha a ser inovação do ponto de vista do usuário, à falta de entendimento e definições que esclareçam e possam ser utilizadas por todos, direcionando a criatividade para que “todos saibam e pensem no quê e porquê” inovar.

Quando os estudos identificam todos esses problemas ocorrendo, frequentemente sabemos que há algo que precisa ser encarado de frente, precisa ser revisto, precisa ser corrigido.

Trata-se de avançar no conhecimento sobre inovação, realizar a (r)evolução da inovação que tende a eliminar tais divergências entre gestores, as quais resultam em prejuízos para todos os envolvidos.

É indispensável rever o pensamento vigente e encontrar um caminho otimizado para geração de inovação, reconhecida por ser fundamental ao progresso coletivo e individual.

Quer queira quer não, nenhum gestor gosta de obter resultados negativos, embora até os aceite / tolere em situações onde não “haviam” alternativas conhecidas…

Mas agora há novos métodos que (r)evolucionam a inovação e proporcionam uma grande convergência facilitadora. Vamos conhece-los?

 

04 MODELOS DE ENTENDIMENTO DA GESTÃO DA INOVAÇÃO.

Para esclarecer as divergências entre gestores, especialistas e usuários identificamos 04 níveis de compreensão do que venha a ser inovação, os quais explicam os modos de pensamento e ação dos inovadores frente as dificuldades do tema.

Certamente você vai se encaixar em um deles, mas o mais importante é você saber qual é o nível que tem que estar para alcançar mais sucesso “desde as ideias separadas” para inovação. Considere que esta é uma abordagem superficial, isto é, há mais a ser dito sobre os níveis de entendimento da inovação que não cabem aqui neste artigo. Acreditamos que esta leitura é suficiente para leva-lo a reflexão inicial do “atual estado da arte da sua gestão para inovação”.

 

TABELA BÁSICA DE NÍVEIS DE COMPREENSÃO DA INOVAÇÃO

Nível ou Modelo

Entendimento / compreensão e ação resumida / metodologia.

Resultado obtido.

HUM Estão neste nível entes que tem pouco ou nenhum interesse em novas ideias e inovação. No máximo, olham inovações devido a curiosidade. Nada além disso. Enquanto estiverem nesse estado, inovação é um tema distante e sem interesse. Pode não parecer, mas há muitos profissionais nesta situação.
DOIS Estão neste nível os entes que querem inovar, trabalham para inovar, gastam muito dinheiro, tempo, equipes, recursos naturais, mas parece que “não aprendem” uma vez que focam no processo interno, O BACK OFFICE – a estrutura interna e similares. Isto é, focam no próprio umbigo São entes denominados “instituições que não aprendem” em oposição as “empresas que aprendem e avançam”.

Entes com este nível de entendimento da inovação não avançam e nem beneficiam a sociedade. Fazem o que fazem mais para estar na moda e menos por objetivo de realmente inovar. Tipicamente tem pouco entusiasmo com inovação.

O fracasso é quase garantido.

TRES Estão neste nível entes que querem inovar, trabalham para inovar e estão dispostas a aprender para inovar. Sua característica principal é focar no resultado, no objeto da inovação. São entes mais evoluídos que o nível anterior, cognitivamente falando, uma vez que se propõem a aprender. Mas ainda não estão no nível de maturidade “requerido / desejado / imposto” pelo usuário da inovação. Tipicamente conseguem alguns sucessos que se devem mais a sorte e ao acaso do que ao método utilizado.
QUATRO Neste nível estão os entes que conseguem excelentes resultados ocasionais na inovação. Seu foco: usuário, usuário, usuário, usuário.

Todo o tempo, recursos financeiros, materiais, equipes e todos os outros aspectos são feitos para SÓ PENSAR NO USUÁRIO.

É o processo “do fim para o começo”.

São criativos evoluídos e contam com inúmeros sucessos na inovação, mas ainda estão longe de alcançar resultado de 100% de sucesso das ideias. Ainda não conseguiram sistematizar “o sucesso da inovação”. Seu bom resultado em relação aos concorrentes é ter uma equipe focada “48 horas / hora” no usuário.

 

Após ler essa tabela você sabe em que nível está, e sabe também que o único nível que interessa para gestores de inovação é o nível quatro, o que alcança melhores resultados, atualmente.  Ao fim vamos acrescentar mais um nível, o modelo cinco no qual, o risco e a incerteza são infinitamente minimizados através de sistematização logica – matemática.

MIGUELANGELO: PRIMEIRO O FIM, DEPOIS O COMEÇO.

Primeiro você projeta a escultura que vai fazer, considera o lugar e para quem será exposta, quem paga, transporta e instala. Depois você compra a pedra, os apetrechos e tudo mais que precisa para realizar a obra de arte / a inovação.

 

O lema de Miguel Ângelo deveria ser o lema de todo empreendedor, inovador, gestor de inovação e todos aqueles que trabalham com ideias. O caminho inverso gera alto risco, incerteza e perdas de todos os tipos.

 

DETALHAMENTO DE CADA NIVEL / MODELO AMPARADO POR UMA METAFORA.

Então vamos ao detalhamento de cada nível, tentando esclarecer da melhor maneira e mais simples possível, o modo de pensamento de cada um dos modelos e seus pontos críticos.

Usaremos uma metáfora vivenciada pela maioria para facilitar a compreensão.

Metáfora: Suponha que você tem uma namorada. Você gosta dela e vem por aí o dia dos namorados.

Nível Hum: O nível hum não está nem aí com o dia dos namorados. Não lembra, não compra presente e tudo se passa como se esse dia não existisse e nenhuma comemoração precisasse ser feita. Tanta displicência e um dia a namorada vai embora e acaba tudo.

 

Os profissionais que estão no nível hum, provavelmente serão as primeiras vítimas das ideias dos outros. Uma vez que não se interessam em atualizar-se profissionalmente, atualizar suas atividades, encontrar conhecimentos úteis para aplicar aos seus negócios, etc., etc., etc., esquecem do tema inovação. No máximo ouvem alguns colegas falando sobre o tema, mas não se envolvem e quase sempre acham que nenhuma inovação vai lhe atingir. Até que chega o dia que surge uma que elimina sua atividade. Acaba tudo.

 

Nível Dois: O nível dois se preocupa com o dia dos namorados. Tipicamente compra um autobenefício, isto é, um presente que “só vai lhe beneficiar”. Nenhuma preocupação se a namorada gosta ou detesta, se lhe é útil ou não. Tanto faz! O que importa é a “auto realização” e dizer que “lembrou e comprou um presente para si, digo, para a namorada”.

 

Os entes (empresas, corporações, instituições de pesquisas, governos e todos os profissionais que estão envolvidos com ideias para serem transformadas em inovação) que praticam este modelo tem uma grande preocupação com a estrutura para inovar, o processo que usam e se há profissionais “certificados” para conduzi-lo, os laboratórios, os ambientes confortáveis e bonitos, as ideias que obtém e de onde elas vem, os custos do investimento, se há tolerância ao erro e similares….  Tipicamente estão preocupados unicamente com o próprio umbigo e mal sabem o que a namorada, digo, o cliente / usuário deseja.

Baseiam-se em métodos subjetivos para escolher as ideias: eu acho / tu achas / ele acha.

Esse grupo também acusa a inovação de ser um tema de alto risco e incerteza. É claro que utilizando essa metodologia, quase qualquer tema torna-se muito arriscado.

Com o desconhecimento e visão equivocada sobre o usuário e sobre o que venha a ser inovação, o resultado é o enfrentamento entre os entes e clientes. Só por “muita sorte” há resultados positivos para algum dos lados.

Exemplo do resultado do entendimento da gestão da inovação do nível dois, focados em seu próprio umbigo:

 

 … as atividades relacionadas à inovação do departamento de pesquisa e desenvolvimento (r&d) historicamente foram bem financiadas. Infelizmente, os investimentos não resultaram em informações suficientes sobre as necessidades do cliente. O departamento de p & d levou tempo para desenvolver o “produto perfeito”, mas não foi perfeito porque o “mercado não queria isso”.   

 

MIT SLOAN REVIEW: Magazine: Fall 2017 IssueResearch Feature . Creating Better Innovation Measurement Practices.
http://sloanreview.mit.edu/article/creating-better-innovation-measurement-practices/?use_credit=688688efec96a01746acac8585aad28a

 

O aspecto surpreendente deste grupo é que o erro que cometeram na “era da qualidade” – que levou muitas empresas a falência, estão repetindo agora na “era da inovação”. Por isso os denomino de “entes que não aprendem”. Voltarei a este tema oportunamente para explicar o erro que cometem, repetidamente e incansavelmente! Aleluia, aleluia!

 

Aqui vale um comentário associado. 

Faz alguns anos um especialista bem conhecido foi convidado para avaliar ideias em evento entre “startups”. Eram 10 iniciantes concorrendo. No dia seguinte o especialista publicou na Internet um artigo enorme dizendo que ficou chocado / boquiaberto com o seguinte: nenhum deles se preocupou com o usuário e pagamentos, dinheiro, faturamento.

Eu também fiquei chocado ao tomar conhecimento desse fato!

Parece que o importante é o próprio umbigo…

 

Nível Três: O nível três se preocupa com o dia dos namorados. Tipicamente, compra um presente que, embora a namorada aceite, (no caso anterior, as namoradas costumam devolver…), não gosta muito e provavelmente nunca usará ou dará para uma colega ou sua empregada ou …. Há casos em que o namorado acerta, mas são raros. Embora esteja prevenido ao dia dos namorados, parece que não é muito atento às preferências dela….

 

Os entes que operam neste nível estão “MAIS” preocupados com os resultados da inovação e “MENOS” com os processos internos, como o nível dois. Estão mais atentos ao que parece ser a necessidade do usuário. São mais propensos a aprender com o usuário, com a cultura local, com a escala de Maslow, com disponibilidade financeira dos clientes/usuários, etc., etc., mas ainda não conseguem organizar / priorizar/ otimizar esse conjunto de conhecimentos.

Identificam que precisam ter atenção no produto da inovação, no objeto em si e se esforçam para alcançar esse resultado, mas ainda não condicionam o fruto dos seus esforços aos requisitos do usuário / cliente. Não alcançaram o nível de maturidade exigido / imposto pelos usuários de itens inovadores, mas estão a caminho, uma vez que “de vez em quando acertam 100%”.

De uma forma geral, deram um salto gerencial no foco do trabalho, saindo “lá de traz – processos internos – nível dois” para “aqui na frente – produto resultante – nível três”.

Dito de outra forma. Cognitivamente, do ponto de vista da inovação, estão mais desenvolvidos do que o grupo anterior que ainda nem percebeu a diferença entre o próprio umbigo e os requisitos, desejos e capacidade financeira dos usuários.

 

Comentário Pertinente.

Dia desses fiquei “quase feliz”. A ciência brasileira deu um GRANDE PASSO. Passou do nível dois para o nível três, através de um novo Marco Legal de Ciência Tecnologia e Inovação.

“O NOVO MARCO LEGAL DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (C, T & I) RECONHECE QUE CIÊNCIA E TECNOLOGIA (E INOVAÇÃO) SÃO ATIVIDADES DE RISCO E FOCA NOS RESULTADOS, NÃO NOS PROCEDIMENTOS”, AFIRMA HELENA NADER, EX-PRESIDENTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA (SBPC). 07.02.2018.

 

Convenhamos é um Grande Passo, mas ainda falta pelo menos um passo, para que o sucesso comece a bater à porta da ciência brasileira, e dois passos para sistematizar esse sucesso.

Mas o que não ficou claro para mim é a necessidade de mudança de nível / modelo através de um marco legal! Será necessário uma lei para compreendermos o que venha a ser inovação ou um curso ou treinamento teria mais valia, maior efeito e melhores resultados?

Hummm, acho que não entendi!

 

Similaridade.

Como podemos definir sucesso na ciência e tecnologia de modo popular, simplificado, após passar a Navalha de Occam?

Sugestão para reflexão:

“Se para sabonetes o sucesso da inovação é contabilizado pela quantidade de unidades vendidas aos usuários, para a pesquisa científica e tecnológica o sucesso da inovação é contabilizado pela quantidade de citações e repercussões em revistas especializadas,mencionadas pelos usuários – pesquisadores”. Nos dois casos trata-se de “contabilizar pelo ponto de vista dos usuários…”.  Se você tiver alguma sugestão melhor, ajude….

 

Nível Quatro: No nível quatro o namorado quase que “só pensa” no dia dos namorados e faz de tudo para acertar o desejo da namorada. Leva ao shopping, em lojas especiais, aqui e ali e observa o interesse da namorada em itens que a entusiasmam. Faz perguntas de cor, tamanho, forma, duração e sei lá mais o quê. Mas tudo disfarçadamente…. Depois, sozinho, volta a loja e compra o que ela gostou. Resultado: encantamento geral – viveram felizes para sempre….

 

O nível quatro é, de longe, o nível mais desenvolvido cognitivamente falando, sob o ponto de vista da inovação. Os profissionais que compõem a equipe só pensam, Só Pensam, repito, SÓ PENSAM no usuário. Tudo que fazem é pensando no usuário.

Tim Cook, CEO da Apple explicou essa característica de quatro formas em ocasiões diferentes:

  • Eu me importo com o que os usuários
  • A questão é sempre produtos e pessoas.
  • Há mais barulho no mundo do que a mudança. As prioridades são sobre dizer não a um monte de ótimas ideias. Você tem que se certificar de que você está focado no que importa. E fazemos isso bastante bem.
  • Os serviços de pagamentos móveis não decolaram até hoje porque foram adotados modelos de negócios em torno dos interesses das empresas, não do consumidor. Nós da Apple adoramos resolver esse tipo de problema. É o que fazemos melhor”. Tim Cook, durante a apresentação do Apple Pay.

O nível quatro tem conseguido excelentes resultados com inovação. Mas, embora tenha tantos sucessos, também contabiliza inúmeros fracassos. Assim, pode-se dizer que focar no usuário é muito importante, é condicional à obtenção dos melhores resultados de inovação, mas ainda não é suficiente porque não é possível sistematizar esse nível.

Lembremos que o nível quatro também opera dentro da caixa, isto é, como todos os outros utiliza o método subjetivo para criar inovações. Assim, continua havendo alto risco e incerteza neste nível, embora com os ganhos dos itens de grande sucesso, se permitem perder recursos com tentativas e erros de outros itens.

De qualquer forma, o primeiro passo com maior potencial para alcançar sucesso nas ideias é estar centrado neste nível de entendimento do que venha a ser inovação, isto é, concentrar-se no usuário, No Usuário, NO USUÁRIO!

É como uma pessoa que joga aleatoriamente na loteria e concorre com um matemático que há anos estuda os números que são sorteados nos jogos. Certamente o matemático ao longo do tempo, tende a ganhar mais vezes do que o jogador casual, dado que ele joga sob o ponto de vista dos números que já foram sorteados e não de suas preferências umbilicais. Ou como ensinou Miguel Ângelo: primeiro o fim, depois o começo.

 

NÍVEL +01 OU MODELO LÓGICO MATEMÁTICO DE INOVAÇÃO.

 Denominamos este modelo como + 01 porque é o único que se baseia no método lógico matemático, objetivo, enquanto todos os outros 04 níveis baseiam-se em métodos subjetivos, impedindo-os de serem sistematizados e garantindo a incerteza e alto risco.

Este modelo, +01, orienta-se pela (r)evolução da inovação.

Tipicamente os especialistas tem grande dificuldade em aceitar que é possível saber, a priori, Se e Porque qual ideia será aceita e qual será rejeitada pelo usuário, sistematizando o método. O motivo dessa resistência é simples. Os especialistas dificilmente focam “exclusivamente” no usuário. A absoluta maioria dos trabalhos que encontramos por ai estão focados nas corporações e o que elas devem ou não fazer.

Ainda esses dias estava lendo uma proposta de 6 modelos de inovação indicados por uma grande consultoria global especialista no tema. As propostas são orientadas pelo ângulo de visão das corporações para o usuário quando devem ser diametralmente opostas, isto é, do usuário para a corporação. Afinal, devemos lembrar que desde sempre é o usuário final quem decide o que vai usar para alcançar os resultados que deseja.

É com base no ponto de vista do usuário que definimos inovação de uma forma que você se identifica em produtos e serviços com os quais não está envolvido profissionalmente.

– Inovação do ponto de vista do usuário:

Inovação é o equilíbrio entre valores humanos e benefícios adicionais combinados com minimização de esforços entregues pela empresa ao usuário que retribui com valores financeiros equivalentes.

– Inovação do ponto de vista do gestor:

Inovação traz dinheiro adicional para a empresa “desde que” ela entregue valores humanos e benefícios maiores ao usuário, combinados com esforços menores que a referência dele.

As duas definições pretendem explicar o equilíbrio que deve haver entre a inovação oferecida pela corporação e a escolha do usuário, de tal modo que elucide a troca que tem que haver, informando o que cada um entrega ao outro mediante o quê.

 

Inovação é um resultado (produto / serviço / …) que diminui os esforços do usuário,

aumenta os valores humanos por um preço que ele aceita pagar – Rui Santo.

 

Dito de outra forma – neste nível a equipe só pensa em:

– diminuir ao derradeiro, ao esgotamento-1, ao impensável os esforços do usuário;

– multiplicar exponencialmente, ao esgotamento+1, ao impensável os benefícios contidos nos valores humanos para o usuário;

– cobrando um preço que o usuário aceita pagar porque os dois itens anteriores lhe DEVOLVEM o valor $$ pago.

 

Importante aqui é notar que o usuário entrega seu dinheiro quando é compensado pelas duas formas anteriores. Em muitos casos, o usuário ainda se engana. Comprove pessoalmente. Vá até a área de serviço / garagem / armários onde você guarda itens que comprou e não usa por desacordo com os dois primeiros itens.

Resultado: você perdeu tempo, dinheiro, …, nessas compras.

Para conseguir sucesso, tipicamente encontrado naqueles 10 produtos / serviços inovadores globais que você está cansado de saber, os times pensam “48horas por hora” no usuário. E agora você tomou conhecimento em “como e por que pensar no usuário”.

Essa metodologia está em perfeita consonância com o modo de pensar de Steve Jobs, isto é, do usuário para o produto. Veja o que ele disse:

O consumidor pagaria um prêmio (preço adicional) pela facilidade de uso (menos esforços), fiabilidade e elegância (mais benefícios/valores humanos em qualidade e estética) de computadores e aparelhos digitais.  Steve Jobs – Teoria Empresarial de Criação de Valor (R$) – Revista Harvard Business Review, n. 91 – jun.2013. pag. 52.

Você pode ter mais conhecimento sobre o nível +01, o método lógico matemático no meu livro, disponível apenas via eletrônica no site da amazon.com.br  – acesse aqui

A BALANÇA DA INOVAÇÃO – Como Medir, Desenvolver e Reconhecer Ideias que Serão Sucesso.

Nele você fica sabendo “se e porque” algumas ideias vingam e outras não. Sempre centrado no organismo físico biológico do usuário, aquele que desde 3.3 milhões de anos decide o que usar para alcançar os resultados que deseja.

É a (r)evolução da inovação.

 

Obrigado por sua atenção.

Se você gostou, por favor, envie para seus amigos.

Se não gostou, mande para seus inimigos.

Todos vão agradecer a você.

 

Rui Santo.

E-mail: iursanto@gmail.com

< www.galaxiacriativa.com.br > criatividade e inovação, em português

< www.balanceofinnovation.com > inovação, em inglês.

 

Você encontra mais detalhes:

No artigo: INOVAR OU MORRER VERSUS INOVAR É MORRER: UM BECO COM SAÍDA.

Nos sites acima mencionados.

 

 

 

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em by Rui Santo em Artigos

About Rui Santo

Especialista em criatividade, inovação e visão de futuro. Autor de diversas ferramentas para liberar sua capacidade criativa. Autor da T.I.A. - Teoria das Ideias Autocomparadas. Autor de formulação matemática que permite a medição de ideias. Autor da Balança da Inovação: uma balança com três pratos que compara os três elementos inseparáveis da inovação. Auto do livro: A Balança da Inovação.

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