A BALANÇA DA INOVAÇÃO – PORQUE TRÊS PRATOS?  

Resumo: o artigo explica a Balança da Inovação©®, o primeiro instrumento para avaliar ideias, composto de três pratos que representam os três elementos fundamentais da inovação, facilmente distinguíveis que podem assim serem descritos: Prato 1- esforços requeridos pela inovação do organismos físico – biológico do usuário para manuseá-la; Prato 2- benefícios contidos nos valores humanos oferecidos pela inovação ao usuário; Prato 3- preços pagos pelo usuário como resultante dos itens anteriores. Esses três pratos interdependentes, influenciam e são influenciados mutuamente, online e instantaneamente. Por ser muito difícil de compreender a “influência de cada prato sobre os outros dois”, criamos a Balança da Inovação©® onde essa dinâmica é visualmente verificada e testada.

 

O primeiro prato avalia os esforços requeridos / consumidos pelo organismo biofísico do usuário ao manusear qualquer inovação, composto por energias, tempo e movimentos, que é comparado automaticamente com os outros dois pratos – benefícios e preços. A balança comprova que qualquer alteração em um, influi imediatamente nos outros dois.

 

Imagine a situação real ocorrida a 3.3 milhões de anos.

Existem dois grupos de seres que ainda não são humanos. Vivem em cavernas, não tem fala, somente grunhidos e caçam bisões para comer.Para separar a pele do bisão, (usada para cobrir o corpo), da carne que os alimenta e dos ossos não há maneiras conhecidas de fazê-lo.O grupo não criativo usa as mãos e os dentes para essa tarefa enquanto o grupo criativo procura pedras afiadas e depois, em um formão, afia-as mais ainda. Com essas pedras bem afiadas conseguem separar os três itens: pele, carne e ossos. Resultado: o grupo não criativo sumiu. Certamente morreram com fome e frio por não conseguir separar adequadamente os elementos, enquanto o grupo mais criativo, que encontrou uma solução nas pedras afiadas, são nossos antepassados.

 

Uma fantástica descoberta arqueológica esquecida pelos inovadores. 

Dia desses, há uns 4 anos atrás, foi muito comemorado um achado dos arqueólogos: o formão. Como eles sabem que aquela pedra era usada como um formão, não faço a menor ideia. Mas o que nos interessa é que nossos antepassados, há 3.3 milhões de anos encontraram um meio de economizar seus esforços em relação ao grupo rival. Afiaram pedras para facilitar a tarefa que tinham pela frente – desossar um bisão. Essa ação criativa foi tão importante e tão útil que está perpetuada até nossos dias. Hoje, a função está mantida apenas alterando o material.  Temos facas metálicas afiadíssimas, com cabo, usadas para a mesma ação de desossar carne.

Essa foi realmente uma grande descoberta, da qual temos nos apropriado para explicar que a economia de esforços físico – biológicos está no nosso DNA – nascemos com ela.

E justo por isso, o esforço requerido do nosso organismo para manusear o objeto é o primeiro, Primeiro, PRIMEIRO aspecto que o usuário observa em qualquer inovação que lhe é oferecida.

Todos nós, quando confrontados com qualquer novo produto, serviço, teoria, ordem / pedido ou o que for, observamos se essa “inovação” vai requerer esforços maiores, menores ou iguais do nosso organismo físico – biológico ao ser manuseada. A percepção do usuário é direcionada para essa avaliação autocomparativa, antes de qualquer outra.

 

Então surge a lei que move o usuário: a economia de seus esforços  (energias, tempo e movimentos).

Mas acontece do usuário errar. Quando compra algum item e depois de algum uso identifica que lhe requer esforços maiores do que está habituado para obter o mesmo resultado, para de usar imediatamente e volta para o uso do apetrecho anterior.

Você vai encontrar alguns desses itens nos seus armários de cozinha, na área de serviço, na caixa de ferramentas. Comprou, mas raramente ou nunca usa.

Você também encontra esses itens em seu carro ou no computador quando descobre que há certos itens que nunca soube que existia uma vez que quando precisa, utiliza o item que já está habituado e lhe exige menores esforços. Os inovadores chamam isso de “agregar valor ao produto” os quais são verdadeiras inutilidades.

 

AGREGAR VALOR AO PRODUTO É UM ERRO!!!

Agregue valor ao produto somente em casos muito especiais,

embora eu nunca tenha encontrado algum que justifique tal afronta.

Mas posso observar que há um congestionamento enorme desse tipo de inovação

na porta do inferno para ser queimada nas suas caldeiras.

São tantas que há até fila para entrar…….

 

A ideia desenvolvida para ser objeto de desejo do consumidor é a aquela que produz economia de esforços do organismo físico biológico do usuário ao ser manuseada, isto é, ao invés de adicionar valor ao objeto, subtrai esforços do usuário.

A possibilidade de aceitação nestes casos é incomparavelmente maior e melhor. Olhe para você mesmo, antes de qualquer outro pensamento.

“Se a economia de esforços do organismo físico biológico do usuário não está considerada, não é relevante, não é apreendida,

não é contabilizada numericamente, não é significativa, então o potencial de rejeição da inovação é altíssimo”.

 

T.I.A. ©® – TEORIA DAS IDEIAS AUTOCOMPARADAS.

A T.I.A. ©® – é a teoria que explica como e porque o usuário se autocompara intuitivamente, avaliando a inovação que lhe é oferecida com a inovação antiga, que conhece e é sua referência, nos três itens fundamentais, os quais são representados na Balança da Inovação©®:

– pelos esforços requeridos do seu organismo físico biológico para manusear a inovação (-).

– pelos benefícios oferecidos, contidos nos valores humanos da inovação (+).

– pelo preço cobrado pela inovação que deve equilibrar os dois itens anteriores (=).

É como se fosse uma conta aritmética onde o usuário faz uma subtração (-), uma soma (+) e conclui com a resultante (=).

Ocorre que os três elementos atuam simultaneamente na decisão de compra do cliente / consumidor, e não tínhamos como identifica-los, isto é, não havia uma metodologia que  mostrasse cada item separadamente nem interconectados…

 

Como podemos ver essas características operando na prática?

Para compreender essa interdependência dos três itens, criamos a Balança da Inovação©® (patente requerida) que nos permite ver a ação integrada dos três elementos atuando simultaneamente, online, uns sobre os outros, quando qualquer alteração é realizada em qualquer prato.

Sem a Balança da Inovação©® é extremamente difícil imaginar as três características atuando online. Só temos cognição desenvolvida para dois pratos. É provável que devido a essa dificuldade cognitiva tenhamos nos limitado e habituado a comparar dois itens que são fáceis esquecendo o mais importante e mais antigo, os esforços. Provavelmente, também é por esse motivo que nos equivocamos em compras de certos produtos, esquecidos no nosso ambiente. Nos últimos 10 anos os alunos de MBA tem identificado objetos comprados, guardados e sem uso, os quais são apresentados em exercícios de aprendizagem / lição de casa.

Tipicamente, as inovações tentam compatibilizar apenas dois itens – benefícios da inovação com preços da mesma, que aliás é uma relação bem antiga, mas absolutamente, Absolutamente, Absolutamente Insuficiente!

Também podemos observar que cada área entra no jogo da inovação com muita atenção em um dos pratos, embora todos atuem em todos. Por exemplo:

– Supermercados tem maior atenção no prato dos preços.

– Lojas de departamentos tem maior atenção no prato da economia de esforços.

– Lojas de grife têm maior atenção no prato de valores humanos.

 

OS TRÊS PRATOS DA BALANÇA DA INOVAÇÃO©®.

 

Figura 1 – Balança da Inovação –  composta de três pratos interdependentes que ajudam a esclarecer o comportamento do usuário e porque certas ideias são aceitas e outras não.

Assim, o primeiro e mais importante prato da Balança da Inovação©® contabiliza os esforços requeridos do organismo físico – biológico do usuário quando este manuseia a inovação. A formulação matemática que desenvolvemos tem como objetivo “quantificar” tais esforços e compara-los com as inovações anteriores, usadas como referência pelo usuário.

O primeiro prato, o mais importante e o mais antigo fator que influencia a inovação tem estado esquecido provavelmente porque faltava uma metodologia que o incluísse nos processos de inovação. Agora, com a T.I.A.©®, essa questão está solucionada.

O segundo prato opera sob influência dos benefícios oferecidos dentro dos valores humanos da inovação. Esse item é muito conhecido e intensamente praticado por praticamente todos os inovadores. Tipicamente fala-se em “benefícios da inovação”. No caso dos benefícios, também avaliamos se tais benefícios serão úteis ao usuário. Se forem inúteis, descartamos pelos mesmos motivos anteriormente mencionados no caso dos esforços.

A aplicação dos benefícios pode e deve ser também quantificada do ponto de vista do usuário e nunca, jamais do objeto.  

Se o autor da ideia só qualifica os benefícios entra no ambiente subjetivo, de alto risco e incerteza: eu acho, tu achas, ele acha e todos perdem.

Ao quantificar os benefícios ao usuário através de outra formulação matemática, temos uma visão bem clara de quais benefícios podem e devem ser aplicados para cada inovação para que se torne desejada por ele. Para tanto, o “Triangulo de Maslow” nos ajuda a evitar erros adicionando benefícios que não são úteis àquele nível social – financeiro de consumidor. É outro erro muito comum facilmente encontrado em inovações que não vingam.

Note bem:

Estamos falando de dois erros típicos encontrados em inúmeras inovações:

Adicionar benefícios ao objeto (quando deveria adicionar ao usuário).

Adicionar benefícios ao usuário, porém incompatíveis com sua classe social em Maslow.

 

O terceiro prato trata dos preços virtuais da ideia em projeto. Isto é, os preços são resultantes que combinam os esforços requeridos (subtraídos) do usuário com os benefícios entregues (adicionados) a ele, os quais (R$) podem ser maiores ou menores em função dessa aritmética.

Inicialmente, a balança da inovação©® tem seus três pratos em equilíbrio, qualquer que seja a situação do mercado, do ponto de vista do usuário. A primeira função da inovação é desequilibrar os pratos a favor do usuário (e somente como consequência, a favor da corporação…). Note que a balança é de madeira porque não há a necessidade de exatidão. O objetivo é observar o movimento de influências interconectadas, não a exatidão.

A corporação criativa só se beneficia da inovação, se e somente se, antes de tudo, favorece o usuário. 

O oposto garante o fracasso da inovação e da empresa.

A balança oscila a medida que um dos pratos altera seu respectivo conteúdo para mais ou para menos, de tal modo que essa alteração em um deles altera os outros dois. Como são três pratos oscilando e se influenciando mutuamente, temos 27 alternativas que se combinam… A dificuldade de conceber todas essas alternativas operando fica facilitada pela Balança da Inovação©® que nos permita ver a dinâmica do processo online.

Nossa experiência de mais de 10 anos exercitando esse conceito tem demonstrado que o prato mais relevante, dominante, que define o jogo da inovação é o prato dos esforços requeridos do usuário, fato que é compatível com o primeiro momento ocorrido há 3,3 milhões de anos, quando não havia preços nem valores humanos, mas já havia esforços requeridos, cuja diminuição levou a perenidade da nossa espécie.

Jamais podemos esquecer que o elemento dominante não são os valores nem os preços. O prato da balança dos esforços requeridos do organismo biofísico do ser humano – usuário, é o principal fator. É esse fator que define os outros dois.

Desde então, “o sentido de direção de ideias para inovação – único e milenar” que varia de um maior consumo de esforços (energias, tempo e movimentos) para um estado de menor consumo pelo usuário, tem se mantido firme, constante, imutável, inflexível, inalterável até nossos dias: ganha o jogo da inovação o autor da ideia que antes de tudo, antes de qualquer coisa, subtrai os esforços do usuário.

Dito de outra forma, o sentido de direção de ideias para inovação se mantém há milênios, caminhando matematicamente de 1,00 iur para 0,00 iur. (IUR é a unidade de medida das ideias).

 

Figura 2 – Formulação matemática para medir ideias que também pode ser usada como uma bússola de inovação.

 

E a sua ideia atende esses requisitos?

Se não atender o risco e a incerteza nos resultados são muito grandes…

Talvez seja melhor reiniciar o projeto ou começar com outra ideia, uma vez que agora você sabe qual é o caminho a seguir.

 

Obrigado por sua atenção.

Se você gostou, por favor, envie para seus amigos.

Se não gostou, mande para seus inimigos.

Todos vão agradecer a você.

 

Rui Santo.

E-mail: iursanto@gmail.com

< www.galaxiacriativa.com.br > criatividade, em português

< www.balanceofinnovation.com > inovação, em inglês.

 

Você encontra mais detalhes:

No livro: A Balança da Inovação©®: como medir, desenvolver e reconhecer ideias que serão sucesso.

Disponível apenas via eletrônica na amazon.com.br  – acesse aqui

No artigo: INOVAR OU MORRER VERSUS INOVAR É MORRER: UM BECO COM SAÍDA.

Nos sites acima mencionados.

 

Compartilhe:





ENVIE AGORA!
em by Rui Santo em Artigos

About Rui Santo

Especialista em criatividade, inovação e visão de futuro. Autor de diversas ferramentas para liberar sua capacidade criativa. Autor da T.I.A. - Teoria das Ideias Autocomparadas. Autor de formulação matemática que permite a medição de ideias. Autor da Balança da Inovação: uma balança com três pratos que compara os três elementos inseparáveis da inovação. Auto do livro: A Balança da Inovação.

Adicionar Comentário