INOVAR OU MORRER VERSUS INOVAR É MORRER: UM BECO COM SAÍDA.

 

 

INOVAR OU MORRER VERSUS INOVAR É MORRER.

UM BECO COM SAÍDA.

 

 

RESUMO: o artigo mostra que os riscos e incertezas de ideias para inovação estão crescendo tão aceleradamente quanto a própria produção de inovação, de tal modo que apenas 3% de startups e menos de 30% em inovações corporativas justificam-se através do sucesso. Por outro lado, somos instigados a inovar porque “se não inovar morre”, mas precisamos estar cientes que “se inovar morre também”. Assim, parece que estamos em um beco sem saída. Neste artigo apre-sentamos “a saída” para esse dilema, que além de elucidar a questão oferece o método lógico – matemático que é incomparavelmente mais simples e seguro que todos os métodos conhecidos atualmente.

Dilema do Inovador: De que lado você quer morrer? Decida!

– SE NÃO INOVAR, MORRE!
– Mas se inovar, morre também!
– Então é melhor não inovar!
– NÃO! É MELHOR INOVAR.
– Mas se inovar ou não inovar, morre, então para que inovar.
PORQUE HÁ UMA SAÍDA PARA QUEM INOVA!!!

Pois é, vamos conversar?


Cada vez, mais e mais, ideias e inovações surgem de todos os cantos. Como num mar revolto, ondas de inovações sobrepõem-se e afogam-se umas às outras, tanto quanto umas contra as outras afundam-se. Os resultados tem sido desastrosos.
No âmbito das Startups o CB-INSIGHTS, em pesquisa realizada em 2018, mostra que entre 242 iniciantes, 97% foram a falência. Por outro lado, Alexander Osterwalder comenta que apenas 6% dos CEO’s corporativos estão satisfeitos com suas equipes de inovação, dado que, de acordo com a consultoria Simon-Kucher, 72% de todos os produtos inovadores falham por não cumpri-rem as expectativas de receitas.

Não é difícil concluir que temos um dilema a resolver. As corporações não podem ficar imóveis em termos de inovação, mas também o índice de perdas financeiras, motivacionais, profissio-nais, temporais, desgastes, etc…. é muito grande. E faz tempo que está assim.
A causa principal desse “estado da arte” está nos procedimentos baseados em métodos subjeti-vos, avaliações especulativas do tipo “eu acho / tu achas / ele acha…”.
Esse processo, subjetivo por natureza, baseado em achismos, preferências pessoais, politicas grupais e outros aspectos impublicáveis produzem incerteza e risco onde quer que sejam pratica-dos – aplicações financeiras, recursos humanos, pesquisas, gestão da qualidade, medicina diag-nóstica no passado, etc….
Os processos de inovação que seguem esse método só podem obter o que ele entrega: alto risco e incerteza, isto é, perdas de todos os tipos.
Assim, a primeira conclusão que obtemos é que a inovação em si não é necessariamente um tema de alto risco e incerteza, mas a metodologia utilizada é.

Evidentemente que há risco em tudo, até para ir à padaria como diria Peter Drucker, mas não é o caso aqui.
Entre os diversos processos utilizados para inovação (Funil – Gates da Inovação, Design Thinking, TRIZ, JTBD – Jobs To Be Done, Agile Development, DevOps, Lean Innovation Management, Co-lumbus SIT MIT EMERITUS, Grow Science, Antifrágil, UX, UI, Usabilidade, GIMI e diversos outros – são mais de 30) há aqueles que operam direto com o cliente como o JBTD, Agile ou com a so-lução de problemas técnicos da ideia como o TRIZ ou o Lean que “enxuga” a ideia.
Em linhas gerais, os métodos que conseguem melhores resultados são aqueles que atuam com o usuário final, produzindo soluções sob medida. São como “vestido de noiva” – cada um é cada um e não tem como dar errado, mas é difícil, senão impossível, sistematizar tais métodos para qualquer inovação.

Assim, por esse caminho estamos longe de solucionar o dilema da decisão sobre qual ideia será transformada em inovação. A sensação do gestor que decide / escolhe é pior que um trapezista de circo dançando em corda bamba, lá bem no alto, sem rede de proteção…
E como o gestor de inovação não tem como se omitir, divide a responsabilidade da decisão com o “comitê de inovação” que agrupa diversos profissionais altamente capacitados em suas respec-tivas áreas, mas completamente ignorantes em ideias e inovação. Só lhes resta palpitar utilizan-do o método do achismo subjetivo: eu acho…/ tu achas … / ele acha …

Há ainda um agravante percebido, mas não mapeado, muito sério e causador de enormes perdas e muitos fracassos: não temos como afirmar se estamos avançando ou regredindo uma vez que não sabemos qual é o caminho, nem para onde temos que encaminhar as inovações, se é que temos…

 

O INOVADOR ESTÁ PERDIDO NO MEIO DO OCEANO, EM UM MAR REVOLTO, SEM BUSSOLA….

E nesse cenário os acontecimentos recentes ainda pioraram um pouco mais. Como o gestor inovador bem sabe, a quantidade de histórias de fracassos é “tão grande, Tão Grande, mas TAO GRANDE” que a sociedade, num ato de profunda insensatez (ou seria pura insanidade?), optou por “ovacionar o fracasso” ao invés de “esquadrinhar a solução, esteja onde estiver”, porque certamente há de haver.
E há! Vamos conhece-la?

 

ENTÃO CHEGAMOS A UM “BECO COM SAÍDA”.

A primeira condição para minimizar e até eliminar as características atribuídas equivocadamente a inovação, riscos e incertezas, é substituir os métodos especulativos – subjetivos por métodos lógicos – matemáticos.
Para sair do beco de ideias e inovações sem saída, suportadas pela subjetividade, devemos usar a matemática que nos guia de modo infalível, sem enganos e válido para todos em qualquer parte do mundo. Os números são muito úteis por serem quantificações desprovidas de qualificações, além de eliminarem discussões intestinas e preferencias impublicáveis, uma vez que são dados como certos e indiscutíveis. Além do mais, na mão de especialistas os números abrolham informações com diferentes atributos, invisíveis aos que estão bloqueados e habituados à qualificação.

 

A MATEMÁTICA É O PORTÃO E A CHAVE DO CONHECIMENTO.
A MATEMÁTICA É NOSSO GUIA INFALÍVEL, INCLUSIVE PARA A TEOLOGIA. ROGER BACON, SEC. XIII.
O NÚMERO CINCO É 5 E IGUAL PARA TODOS GLOBALMENTE, 
INDEPENDENTE DO QUE EU ACHE, TU ACHES OU ELE ACHE!
AS MATEMÁTICAS CONVERTEM O INVISÍVEL EM VISÍVEL – KEITH DEVLIN.

 

As vantagens dessa substituição podem ser contadas às dezenas. Em todas as áreas onde os números entraram, passaram a dominar com infinitos benefícios sobre os métodos anteriores, os quais também eram tratados como de alto risco e incerteza.
É como sair da caixa, e neste caso, sair do beco que parecia não ter saída. Somente para exem-plificar, os números revolucionaram a comunicação (0 e 1’ s no telegrafo), na medicina (os exa-mes médicos são números), na garantia da qualidade (números estatísticos levam à falha 0) e vários outros itens que nos trouxeram até aqui.
Os números agora chegam as ideias que serão transformadas em inovação.

        Figura 1 – Formulação matemática para medir ideias com sua respectiva unidade de medida, IUR.

 

BENEFÍCIOS DA FORMULAÇÃO MATEMÁTICA.

 

Alguns benefícios que podem ser extraídos da formulação matemática, entre inúmeros que serão abordados oportunamente, sempre com extrema simplicidade, certeza e baixíssimo risco:

– medir qualquer ideia e obter um número e uma unidade de medida (iur), sempre do ponto de vista do organismo físico – biológico do usuário. Veja na formulação.

– com esse número sabemos onde estamos. Veja a seta.

– através da formulação, temos a bússola matemática que nos informa onde estamos e para onde temos que ir. As ideias vão de 1.00 iur para 0.00 iur. Veja a seta.

– A bússola matemática indica o “sentido de direção de ideias para inovação, único e milenar”, mantido sem alterações há 3.3 milhões de anos. Veja a seta.

 

Além desses itens há dezenas (sim dezenas que você encontra ao sair da caixa subjetiva) de conceitos importantes para o inovador, explicados com extrema simplicidade no livro abaixo indicado e que serão objeto de curso para inovadores, oportunamente.

MOSTRE-ME A SAÍDA!

 Vejamos um exemplo resumidamente, tão prático quanto simples e direto.

Suponha que você é gestor de inovação para o produto A em uma corporação (ou quer competir com o produto A do concorrente criativo).

Fase 1 – Meça seu produto A. Suponha que você obtenha o valor 0,75 iur. Posicione na seta.

Fase 2- Meça a ideia a ser transformada em inovação. Se o valor medido estiver entre 1,00 iur e 0,75 iur, coloque imediatamente essa ideia no lixo. Por mais maravilhosa, fantástica, ótima, sublime, dos deuses ou sei lá o que, ela tem, Tem, TEM que ir direto para alimentar as caldeiras do inferno.

Livre-se dela. Coloque-a No Lixo, NO LIXO IMEDIATAMENTE.

 Fase 3- Meça a ideia a ser transformada em inovação. Se o valor medido estiver entre 0,75 iur e 0,00 iur, aproveite a ideia. Ela tem excelente potencial de aceitação do usuário e pode fazer sucesso.

Todo artigo vendável é ao mesmo tempo um artigo mensurável. Walter Burley.

Esse é o primeiro grande passo, Grande Passo, GRANDE PASSO que tira o gestor de inovação do beco sem saída. A lógica matemática lhe dá a saída que precisa. Entre outras inúmeras vantagens, incontáveis benefícios, o gestor poderá garantir “se e porque”, matematicamente / numericamente, a ideia será ou não sucesso, tal qual fazem os médicos com doenças.

 

Na década de 50 os médicos estavam na mesma situação

que os gestores de inovação estão hoje.

Dependiam dos achismos e como essa

metodologia é incerta e de alto risco,

morríamos feito moscas.

Mas então surgiram os números na medicina

através de exames clínicos.

Esse método deu

tão certo, mas Tão Certo, TÃO CERTO

que a partir de agora (2018) a medicação será como “vestido de noiva” – sob medida para cada um!

 

Os médicos garantem “se e porque” você tem ou não certa doença,

baseado nos números dos exames médicos.

Na verdade, atualmente, os médicos sabem tudo sobre nós em números, exceto o nome,

porque até o valor da consulta é dado em números….

Lembre-se que passamos de 40 – 50 anos de vida na década de 50 para os atuais 80-85 anos de vida

com a substituição dos achismos pessoais pelos números dos exames clínicos atuais. 

 

Evidentemente, este é um exemplo resumido e reduzido da T.I.A.©® – Teoria das Ideias Autocomparadas que está disponível no livro A Balança da Inovação©® – Veja abaixo.

Há ainda duas outras formulações que justificam os três pratos da Balança da Inovação©® usadas para testar as ideias que foram aprovadas nesta fase. Uma formulação testa os valores humanos / benefícios ao usuário e a outra testa o preço potencial da ideia. Se a ideia não passar nas três formulações tem que voltar para a sala de produção de ideias e reiniciar o processo criativo de geração de ideias.

Esses testes numéricos avalizam o sucesso da ideia pelo caminho logico – matemático. É um método similar ao que o médico utiliza para saber o resultado da terapia, repetindo exames após o tratamento. No caso das ideias tudo ocorre ainda na sala das ideias, antes que elas saiam para se transformarem em inovações.

 

Quando a ideia sair da sala das ideias você já sabe que ela será sucesso, matematicamente.
Fim dos riscos e incertezas insanas. Encontramos a saída.

 

A (R) EVOLUÇÃO DA INOVAÇÃO.

 

Para essa lógica – matemática damos o nome de (r)evolução da inovação. Medimos / quantificamos / calculamos ideias em iur (a unidade de medida das ideias), e com a bússola matemática (a seta) sabemos onde estamos e para onde TEMOS que ir porque TUDO converge para o ponto 0.00 iur, o porto seguro das ideias.

A saída do beco é tão simples, mas tão simples que muitos leitores não acreditam…

 

O SIGNIFICADO DO PONTO O,OO IUR.

Identificar o ponto O,OO iur tem um significado muito importante e útil para os inovadores.

Começou por Aristóteles. Ele foi o primeiro a dizer que o homem busca o mais simples, o mais fácil. Mas não disse “como” se chega lá.

Depois veio Occam e sua Navalha de Occam que incentivou a busca pelo mais fácil, mais simples e a cortar os itens supérfluos.

Depois Galileu afirmou que a natureza se manifesta em números pelo modo mais simples.

Newton também afirmou que a natureza faz tudo pelo caminho que for mais simples, não faz nada em vão.

O filosofo W. Leibniz, no século XVII, também tentou e não conseguiu associar números às ideias. Se conseguisse seria um grande feito, mas ainda faltaria a seta indicando o caminho a ser seguido.

Depois surgiu o Princípio da Parcimônia que é o mesmo desejo de simplificação dito de outra forma.

Então, mais recentemente, surgiram inúmeras teorias, algumas praticadas até hoje, mas que também não sabem qual é o caminho da simplicidade, embora afirmem que deve ser encontrado e seguido…

Finalmente, vieram centenas de cientistas de todas as disciplinas, os quais compreenderam a importância do caminho mais simples a ser trilhado pelo homem.

Mas sabe qual era o problema, insolúvel até agora, e que nos mantém no escuro há 2.500 anos?

 

– Sei que devo ir pelo caminho mais simples, mas não sei onde está, nem como ir, nem me manter nele, nem tenho como saber se esse que estou seguindo é o mais simples!!!

Agora sabemos tudo isso com uma simples formulação matemática e uma seta.

 

A notícia mais importante deste artigo é essa: agora você sabe como e para onde deve direcionar suas ideias. Para o valor 0,00 iur, o porto seguro das ideias, o ponto para onde todas as ideias convergem há 3.3 milhões de anos, o valor numérico da Ideia Ideal – aquela que entrega o benefício sem que o usuário tenha que consumir nenhuma de suas energias, tempo e movimentos. Aquele que nos conduz pelo trajeto mais simples ao porto seguro das ideias: 0.00 iur.

Aquele que nos tira do beco sem saída.

Figura 2 – A Balança da Inovação: Como medir, desenvolver e reconhecer ideias que serão sucesso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O livro está disponível exclusivamente no site da amazon.com.br  – acesse aqui.

Até agora não encontrei editora para publicar em papel. Espero encontrar…

 

Obrigado por sua atenção.

Se você gostou, por favor, envie para seus amigos.

Se não gostou, por favor, envie para seus inimigos.

Os criativos vão lhe agradecer a informação.

 

Rui Santo.

E-mail: iursanto@gmail.com

www.galaxiacriativa.com.br > criatividade, em português.

www.balanceofinnovation.com > inovação, em inglês.

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em by Rui Santo em Artigos

About Rui Santo

Especialista em criatividade, inovação e visão de futuro. Autor de diversas ferramentas para liberar sua capacidade criativa. Autor da T.I.A. - Teoria das Ideias Autocomparadas. Autor de formulação matemática que permite a medição de ideias. Autor da Balança da Inovação: uma balança com três pratos que compara os três elementos inseparáveis da inovação. Auto do livro: A Balança da Inovação.

Responder INOVAR OU MORRER VERSUS INOVAR É MORRER: UM BECO COM SAÍDA.

  1. Alberto Gonçalves Ribeiro

    Boa tarde Sr Rui,

    em: “– Mas se inovar ou não inovar, morre, então para que inovar.
    PORQUE HÁ UMA SAÍDA PARA QUEM INOVA!!!”;

    Sugiro:

    “– Mas se inovar ou não inovar, morre, então por que inovar?

    Porque há saídas para quem inova.”

    Referindo-se à serendipidade.

    Abraços.

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